Foto: Mayra Azzi
Foto: Mayra Azzi

Onde Vivem Os Barbaros

Com Coletivo Labirinto

Pompeia

Duração: 75 minutos

14

atividade presencial

Local: Espaço Cênico

Venda online a partir do dia 13/9, às 14h e nas bilheterias do Sesc a partir de 14/9, às 17h

Foto: Mayra Azzi
Foto: Mayra Azzi

Acesse aqui o programa digital de “Onde Vivem os Bárbaros”

Onde Vivem os Bárbaros conta a história de três primos que, depois de vários anos sem se ver, decidem se encontrar no Chile, em 2015. O anfitrião, diretor de uma ONG reconhecida por realizar ações de estabelecimento da democracia em zonas de conflito, se vê envolvido no estranho homicídio de uma jovem ligada a movimentos neonazistas. Este fato desencadeia atitudes inesperadas das personagens e um extenso debate sobre a ideia que cada um constrói sobre o outro, que culmina na deflagração das diferentes formas de violência entre os convidados.

A obra apresenta uma sociedade que busca respostas rápidas para assuntos complexos, mesmo que para isso se arrisque pelo terreno das injustiças e se expresse por gestos inequívocos de silenciamento do que lhe é diferente – entendido então como um inimigo.

Qualquer semelhança com o que vivemos não é mera coincidência. Ao conhecer essa dramaturgia, de diálogos ágeis e sinuosos, o Coletivo Labirinto pôde novamente (assim como tinha lhe parecido com o Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul, outro espetáculo de sua trajetória) deparar-se com um material que trata diretamente e de maneira vertical dos desdobramentos de nosso percurso social, estabelecendo assim uma ponte de interlocução com a realidade chilena – comum e ao mesmo tempo diversa a nós.

O Coletivo Labirinto nasceu em 2013, no ano das emblemáticas manifestações políticas pelo preço do transporte público (e que logo em seguida se pasteurizam em reivindicações genéricas e pouco objetivas), e acompanhou a transformação dos processos sociais no Brasil que culminaram na deposição da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, no avanço das pautas neoliberais e na discussão um tanto incerta sobre os rumos políticos do país.
O grupo pôde, com isso, perceber semelhanças entre essa trajetória e a de seus países vizinhos – com disputas políticas igualmente polarizadas, avanço de medidas econômicas similares e o crescimento de um pensamento conservador também assentado na moral. Dessas observações e vivências – no cotidiano e nas suas ações criativas -, conseguiu amadurecer a necessidade de entender-se como brasileiro e latino-americano, não uma coisa pela outra.

A dramaturgia de Pablo Manzi, autor e diretor chileno que tem conseguido gerar interesse pelas suas discussões em seu país e fora dele (com participações frequentes em Mostras e Festivais Internacionais de Teatro), ofereceu ao Coletivo Labirinto uma ampla base de reflexão para as questões ditas acima, tanto pelos assuntos que trata e quanto pela maneira como os provoca.

FICHA TÉCNICA

Direção: Wallyson Mota
Dramaturgia: Pablo Manzi
Tradução: Wallyson Mota
Texto Entreato: Abel Xavier
Elenco: Abel Xavier, Carol Vidotti, Ernani Sanchez, Ton Ribeiro e Wallyson Mota
Assistente de direção: Carolina Fabri
Cenário e figurino: Lu Bueno
Iluminação: Matheus Brant
Visagismo: Fábia Mirassos
Concepção Sonora: Gregory Slivar
Cenotécnicos: Armando Junior e Andreas Guimarães
Aderecistas: Jésus Seda e Matias Arce
Assistência e operação de luz: Guilherme Soares
Operação de som: Igor Souza
Fotos: Mayra Azzi
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção: Corpo Rastreado – Leo Devitto
Direção de Produção: Carol Vidotti
Realização: Coletivo Labirinto

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