

Revista do Centro de Pesquisa e Formação nº 02 – Dossiê: Ócio, lazer e tempo livre
SESC – SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO
Administração Regional no Estado de São Paulo
PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL
Abram Szajman
DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAL
Danilo Santos de Miranda
SUPERINTENDENTES
TÉCNICO-SOCIAL Joel Naimayer Padula
COMUNICAÇÃO SOCIAL Ivan Giannini
ADMINISTRAÇÃO Luiz Deoclécio Massaro Galina
ASSESSORIA TÉCNICA E DE PLANEJAMENTO Sérgio José Battistelli
GERENTES
CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO Andréa de Araújo Nogueira
ADJUNTO Mauricio Trindade da Silva
ARTES GRÁFICAS Hélcio Magalhães
ADJUNTO Karina Musumeci
CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO
COORDENADORA DE PROGRAMAÇÃO Rosana Elisa Catelli
COORDENADORA DA CENTRAL DE ATENDIMENTO Carla Ferreira
COORDENADOR ADMINISTRATIVO Renato Costa
COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO Rafael Peixoto
REVISTA DO CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO
EDITOR Marcos Toyansk
ORGANIZADOR Danilo Cymrot
REVISÃO Tatiane Ivo
ILUSTRAÇÃO DE CAPA Veridiana Scarpelli
ILUSTRAÇÃO DE FICÇÃO Jonas Meirelles
PROJETO GRÁFICO Denis Tchepelentyky
DIAGRAMAÇÃO Magno Studio
Por Danilo Santos de Miranda, Diretor do Sesc São Paulo
Nos tempos que correm, em que a monumentalidade das questões políticas e econômicas sublevam a essencialidade das questões sociais e culturais, vale retomar a marca de nascença do Serviço Social do Comércio: a Carta da Paz Social – o documento-reflexão que pactua compromissos entre empresários e empregados e estabelece a missão das entidades das áreas de comércio, serviços e turismo voltadas para o bem-estar de seus respectivos trabalhadores.
E mais premente ainda se faz essa retomada por conta do tema principal que a Revista do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc traz a público, constituindo a abertura de sua segunda edição: um dossiê sobre ócio, lazer e tempo livre.
Entre 1 a 6 de maio de 1946, há exatamente 70 anos, no que ficou conhecida como a Conferência de Teresópolis, no Rio de Janeiro, representantes das entidades patronais da agricultura, comércio e indústria se reuniram para assinalar um posicionamento efetivo a favor da justiça social.
Entre os dez tópicos discutidos, que constituem o teor da Carta da Paz Social, formalizada ao fim dessa conferência, estavam presentes temas como “o Estado e a ordem econômica” e a “elevação de nível de vida da população”. Sublinho esses dois pontos para apontar a atualidade da Carta, na qual se lê que “[…] uma sólida paz social, fundada na ordem econômica, há de resultar precipuamente de uma obra educativa, por meio da qual se consiga fraternizar os homens (sic), fortalecendo neles os sentimentos de solidariedade e confiança. ”
(…)
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Dossiê: Ócio, lazer e tempo livre
Por José Clerton de Oliveira Martins
Por mais de 15 meses nos reunimos no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, entre discussões e diálogos, a partir de releituras e novas elaborações, pesquisas recentes e reflexões sobre pensamentos e práticas sobre o lazer, o tempo livre e ócio em suas possibilidades atuais, reflexos de nossa sociedade regida por Chronos e sua funcionalidade voltada para uma efetividade pautada nos ditames da hipermodernidade, tecnologizada, automatizada, digital, rápida e eficaz.
No paradoxo, observou-se, a partir do dialogado nos referidos encontros, que em meio a toda parafernália que envolve o discurso da eficiência e do produtivismo no trabalho, sob a égide cronológica, está a persistência na busca de um tempo verdadeiramente livre, no qual se pode usufruir a experiência de estar integrado ao natural da vida, impressa em si mesmo.
Persiste o sonho de um ambiente de trabalho com foco na vida, pois para que o trabalho aconteça bem-feito e efetivo, é necessário o tempo de existência da vida em toda sua potência.
Revisitamos Adauto Novaes em seu Elogio à Preguiça, Paul Lafargue, Edmund Husserl, Domenico De Masi, Joffre Dumazedier e tantos outros que pensam e pensaram o lazer no Brasil. Claro que a cada momento vinha à tona a obra cotidiana que acontece em cada unidade do Sesc pelo Brasil, em seu fazer coletivo.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Manuel Cuenca Cabeza
No momento em que apenas parece existir a pesquisa empírica, a proposta deste artigo é responder a uma pergunta puramente reflexiva, por sinal muito importante para o ser humano, uma vez que costumeiramente não se sabe como respondê-la de forma objetiva: o que é o ócio? Depois de muitos anos de estudos e aprofundamento no termo, o autor encontra encaminhamentos para a resposta, analisando o conceito de ócio autotélico, termo que deve ser diferenciado de outros que, normalmente, confundem o ócio com o tempo livre e lazer. Após uma introdução contextual, a reflexão concentra-se nas raízes do significado desse conceito na obra de Aristóteles, presente no pensamento clássico posterior, e atualizado para o nosso tempo por importantes pensadores dos séculos XX e XXI. As páginas a seguir apontam os traços essenciais desse tipo de ócio que, graças às adaptações realizadas desde o século passado, seguem vigentes e nos convidam a viver um ócio orientado para a felicidade e para o desenvolvimento humano.
Palavras-chave: ócio, ócio autotélico, ócio aristotélico, felicidade.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Viktor D. Salis
RESUMO
Aqui se busca promover reflexão sobre os termos ócio, trabalho e lazer, com intenção de ir além dos significados apreendidos a partir do que a modernidade conferiu a eles. Pretende-se retomar suas definições e práxis originais tomando como ponto de partida a Paideia da Grécia antiga para sua aplicação no séc. XXI. O estudo tomou como método a revisão e interpretação de textos clássicos.
Palavras-chave: ócio, lazer e trabalho.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Ieda Rhoden
RESUMO
Este texto retoma compreensões teóricas sobre diferentes modos de se considerar conceitualmente o tempo, do passado à contemporaneidade, do enfoque objetivo da física ao subjetivo da antropologia e psicologia, do coletivo ao individual, mas também sugere reflexões acerca do posicionamento da sociedade e dos indivíduos na sua relação com o tempo como dimensão da vida. A dimensão temporal, inegavelmente, é um dos elementos que compõem a equação da experiência de ócio construtivo. Por isso, apontamos a necessidade de a sociedade rever suas estratégias de organização temporal urbana e no trabalho, bem como de os indivíduos buscarem, por um lado, a qualificação de suas escolhas e usos do tempo e, por outro, a desaceleração consciente.
Palavras-chave: aceleração; experiências de ócio; pressa; tempo; tempo subjetivo.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por José Clerton de Oliveira Martins
RESUMO
Os estudos sobre o lazer, o tempo livre e o ócio no Brasil, frente às retomadas dos referidos termos pelo enfoque psicológico, nos orientam a algumas reconfigurações sobre as referidas palavras, seus conceitos e principalmente sobre o que os sujeitos realizam em sua experiência existencial. Desta forma, este artigo convoca reflexões ampliadas frente ao que vem se observando no campo empírico a partir do viés da psicologia, antropologia e filosofia. Desta forma, aqui tratamos dos termos a partir da apreensão de uma realidade contemporânea complexa que aporta em suas características a liquidez, o apressamento da temporalidade social e o consumismo. Assim, guiados pela questão “o que é lazer no Brasil?, “o que significa “livre” ao tomarmos um certo recorte do tempo social?” e “o que é ócio?”, apreendido a partir das ampliações que os novos estudos vem apontando, seguiu-se uma busca a partir de obras de autores relevantes e oferecemos apreensões para discussões.
Palavras-chave: ócio, lazer, tempo livre, contemporaneidade.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Alexandre Francisco Silva Teixeira
RESUMO
Este artigo objetiva percorrer alguns projetos de lazer e educação ocorridos na cidade de São Paulo, com destaque para o “Programa Curumim”, realizado pelo Sesc SP na unidade operacional de Santana, localizada na zona norte. Esta investigação incorporou uma variada documentação com destaque para os registros fotográficos das práticas do programa em questão.
Palavras-chave: lazer, educação, São Paulo e Sesc SP.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Luiz Octávio de Lima Camargo
RESUMO
O senso comum fala da ludicidade do brasileiro como um atributo privilegiado. Refletindo sobre essa assertiva, este ensaio, após discutir as frustradas tentativas de sociologia comparada do lazer do brasileiro com o de outras sociedades, propõe uma hipótese: a de que, mais do que uma qualidade endógena, a presença maior de festividade na sociedade brasileira não acontece por um sortilégio dos aqui nascidos ou porque essa é a face lírica da pobreza, mas porque a cultura tradicional ainda está presente e respirando mesmo nos recônditos mais insuspeitos de nossa sociedade. Discute ainda as implicações desta hipótese para as políticas públicas, considerando que a característica lúdica é um patrimônio cultural ameaçado pela urbanização crescente e um valor a ser preservado.
Palavras-chave: lazer, ludicidade, tradição, modernidade, políticas públicas.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Reinaldo Pacheco
RESUMO
Este ensaio busca refletir sobre a questão do direito ao lazer no cenário das grandes cidades brasileiras tomando como referência três fenômenos sociais bastante atuais: a ocupação de espaços públicos de forma autônoma e auto-organizada por parte de coletivos de cultura, arte, esportes e luta política; os assim denominados “rolezinhos”, formas de encontro e sociabilidade típicas de jovens das periferias urbanas; e o crescimento exponencial que tem acontecido no uso de parques públicos urbanos. Busca-se compreender os pontos de contato entre estes fenômenos e as relações sociais que os diferenciam com o objetivo de analisar os paradoxos contemporâneos concernentes à concretização de uma cidadania plena de direitos, na qual o lazer ocupa uma indiscutível centralidade, dada a complexidade da luta política em sociedades tão desiguais como a brasileira.
Palavras-chave: direito ao lazer; cidades; rolezinhos; parques urbanos; ocupações.
Para ler o texto, baixe o artigo neste link.
Artigos
Por Gisele Jordão
RESUMO
O atual artigo delineou-se com o objetivo de compreender o comportamento de consumo de cultura do brasileiro. Feita a pesquisa nacional, de abordagem quantitativa por meio da aplicação de questionários em entrevistas domiciliares, este artigo verifica as práticas culturais brasileiras e apresenta como resultados alguns dos fatores de influência para esse consumo.
Palavras-chave: cultura e desenvolvimento; práticas de consumo; Brasil.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Vanessa Sievers de Almeida
RESUMO
Este artigo apresenta uma leitura do ensaio “A crise na educação”, de Hannah Arendt. Procura elucidar de que forma, para a pensadora, a crise na educação está vinculada à crise mais ampla do mundo. Busca compreender os grandes traços do ensaio, abordando três questões: o que é educação? Como a crise do mundo atinge essa atividade fundamental? Como Arendt se posiciona diante da crise na educação? O texto representa, portanto, uma tentativa de compreender o ensaio arendtiano e, ao mesmo tempo, busca mostrar a atualidade das questões tratadas pela pensadora no fim da década de 1950. Enfatiza-se, em especial, por que as perdas detradição e autoridade afetam o mundo público e atingem, de modo peculiar, a educação, cuja tarefa é introduzir os jovens nesse espaço. Finalmente o artigo salienta que, apesar da crise, Arendt não isenta os adultos da responsabilidade pelo mundo público que devem assumir frente às crianças.
Palavras-chave: educação; Hannah Arendt; crise do mundo; tradição; autoridade.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Regina Zilberman
RESUMO
Ler corresponde à decodificação de sinais gráficos extraídos do alfabeto de uma língua. Mas significa, de modo mais amplo, o deciframento dos modos de manifestação dos seres humanos e do mundo. Nesse caso, entende-se o mundo como uma linguagem dotada de sentido. Também a mediação pode ser definida de, pelo menos, duas maneiras: no primeiro caso, enquanto transmissão de uma mensagem ou um conteúdo de um sujeito a outro, logo, enquanto uma espécie de tradução. Mas ela constitui o pressuposto de toda relação do indivíduo com o real. A proposição de tarefas de mediação bem como sua aplicação supõem a compreensão desses dois conceitos: de leitura e de mediação.
Palavras-chave: leitura; narrativa; mediação; escrita.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Marco Antônio de Almeida
Estabelecer momentos revolucionários ou determinar pontos de inflexão em processos históricos geralmente é uma tarefa bastante difícil. Apesar disso, parece-nos que um dos fatores mais relevantes na mudança tecnocultural dos últimos anos seja a confluência entre o estabelecimento/popularização das redes telemáticas P2P e as tecnologias digitais. As redes P2P (peer to peer, ponto a ponto) são umas das principais características da internet. Trata-se, basicamente, de uma arquitetura de redes de computadores na qual cada um dos pontos (ou nós) da rede desempenha funções tanto de “cliente” quanto de “servidor”, possibilitando Compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central. Com a possibilidade de serem configuradas em diversos lugares – em casa, nas empresas e, principalmente, na Internet – as redes P2P logo se tornaram imensamente populares e presentes no cotidiano das sociedades. Na internet, essas redes podem ser utilizadas para compartilhar músicas, vídeos, imagens, dados, enfim, qualquer conteúdo em formato digital. A concepção de regimes de compartilhamento baseados em padrões de reciprocidade e solidariedade decerto não é nova – remonta, no mínimo, às observações de Marcel Mauss e Karl Polanyl sobre o tema. Por outro lado, as possibilidades abertas pelas tecnologias trouxeram novas percepções que transformaram as antigas noções de compartilhamento.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Gestão Cultural
Por José Márcio Barros
Aqui estão seis trabalhos de alunos/gestores da cultura que construíram seus percursos formativos na segunda turma do Curso Sesc de Gestão Cultural, realizada entre 2014 e 2015. Com o objetivo de tornar pública a produção desenvolvida durante o processo do curso, estes ensaios revelam o que há de mais potente quando o contexto é de formação: a transformação da realidade vivida por seus participantes em perguntas e a busca por respostas. Uma experiência de entranhar, estranhar e desentranhar a realidade, e assim fazer emergir os sentidos antes velados e ocultos, como nos sugere Juremir Machado da Silva (2015). São trabalhos que revelam as diversas camadas do real que envolve a cultura em suas dimensões da gestão e da mediação.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Antonia Moura
RESUMO
A pesquisa discorre sobre a singularidade do processo criativo e ao mesmo tempo o coloca em conexão com outras narrativas semelhantes. À luz da Teoria da Crítica Genética, tratada de forma inspiradora no livro ”Gesto Inacabado”, da professora Cecilia Almeida Salles, proponho apontar a complexidade das relações entre os cadernos de anotações, o filme e o processo de formação de um coletivo audiovisual, além de problematizar o entendimento de um processo inacabado e mapear as dificuldades encontradas na gestão de processos coletivos. A pesquisa aponta alguns caminhos da produção audiovisual brasileira contemporânea feita por um modelo coletivo de criação; aborda aspectos econômicos e estéticos assim como caminhos de sustentabilidade e formas de organização.
Palavras-chave: memória; caderno de campo; audiovisual; coletivos; processo artístico.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Caroline Marinho Martin
RESUMO
O presente artigo trata do resultado da pesquisa realizada com 15 companhias de teatro da cidade de São Paulo quanto ao modelo de gestão adotado na administração do grupo, bem como à identificação de suas diretrizes estratégicas (missão, visão e valores), a fim de traçar um conjunto de “significados comuns”. Esses “significados comuns” podem ser um guia para os iniciantes na área ou contribuir para que outras companhias existentes reflitam sobre seu propósito e a importância dessa reflexão para a sobrevivência da organização.
Palavras-chave: gestão cultural; planejamento estratégico; modelos de gestão; teatro; companhias teatrais.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Gustavo Ribeiro Sanchez
RESUMO
A principal colaboração do trabalho é, a partir problematização da história oral e da identificação de sua produção ligada as artes, estabelecer quatro eixos de aproximação entre as artes e a história oral, são eles: Os processos e práticas criativas nas artes; a recepção cultural, identidade (formação de gosto/habitus e uso do tempo livre); e, diagnóstico territorial: Espaço e Paisagem.
Palavras-chave: História oral; Memória; Diagnóstico; Indicadores; Entrevista
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Luane Araujo da Silva
RESUMO
Este artigo busca contar uma parte da história do Festival BaixoCentro, realizado nos anos de 2012, 2013 e 2014, no centro da cidade de São Paulo, visto como uma experiência única e sem precedentes de gestão cultural. O objetivo é entender como o modelo de gestão horizontal e em rede utilizado é sustentável e se transforma com o tempo, além de buscar juntar elementos para compreender em que medida as ações Culturais desenvolvidas no âmbito do Festival puderam contribuir para uma nova visão do direito à ocupação do espaço público na visão de alguns de seus participantes.
Palavras-chave: gestão cultural; rede; colaborativismo; ocupação do espaço público; financiamento coletivo.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Rosana Miziara
RESUMO
O artigo propõe uma reflexão a partir de exemplos de práticas museológicas do Museu da Pessoa – que trabalha com a memória oral – sobre o tipo de experiência que um museu pode oferecer a seu público e qual o papel dos museus no mundo contemporâneo. Dois exemplos de ação do museu são apresentados: o primeiro, de 2010, quando foi redesenhada a cabine de captação de depoimentos, o que permitiu levar para as comunidades a possibilidade de experienciarem o Museu da Pessoa para além de seus muros; o segundo, de 2014, trouxe para o museu a captação de histórias de transexuais e travestis que trabalham sobretudo na rua Major Sertório, região central da cidade de São Paulo.
Palavras-chaves: museu; Museu da Pessoa; memória oral; público; identidade.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Por Renê Mainardi
RESUMO
O presente trabalho tem como proposta um estudo sobre as experiências de ações e as dificuldades enfrentadas pelos espaços alternativos de difusão e exposição de artes visuais contemporâneas. Para isso utiliza, como estudo de caso, Sechiisland- República Corporal, espaço alternativo localizado na cidade de Rio Claro, situada no interior do estado de São Paulo. O trabalho busca trazer a reflexão acerca da importância desses espaços enquanto articuladores e difusores da produção artística das artes visuais contemporâneas e suas relações com público e com as políticas públicas pertinentes a esse tema.
Palavras-chave: artes visuais; espaços alternativos; políticas públicas.
Para ler o texto completo, baixe o artigo neste link.
Entrevista
Para esta edição da revista do Centro de Pesquisa e Formação, tivemos a oportunidade de entrevistar a bailarina Angel Vianna. Em fevereiro deste ano, ela veio para São Paulo a trabalho e ficou hospedada na casa de sua amiga Isaura Botelho. Aproveitamos para bater um papo numa tarde de sexta-feira; éramos: Isaura , Juliano, Rosana e Angel.
Como ela mesma menciona na entrevista, ela tem muitas histórias para contar a respeito da sua trajetória como bailarina, de suas relações com diversos artistas e intelectuais, de seu casamento com o também bailarino e coreógrafo Klauss Vianna, do seu papel na formação de profissionais da dança e de muitos outros assuntos que não seria possível elencar aqui.
Transcrevemos abaixo alguns trechos dessa deliciosa conversa com uma das maiores artistas brasileiras, que, aos 87 anos, continua trabalhando intensamente pela dança no Brasil.
(…)
Para ler a entrevista completa, baixe neste link.
Resenha
Por Sílvio Gallo
Resenha de: LAZZARATO, Maurizio. Signos, Máquinas, Subjetividades. São Paulo: n-1 edições/Edições Sesc São Paulo, 2014.
Estávamos acostumados a dizer que o brasileiro é passivo em termos políticos, que não se manifesta. Os jovens das gerações pós-ditadura, em especial, eram identificados como apáticos politicamente, sem interesse em participação efetiva nos debates nacionais. Em 2013, fomos surpreendidos por manifestações contra reajustes em transportes urbanos, que começaram aparentemente tímidas, mas que foram ganhando vulto e “incendiaram” as ruas de muitas grandes cidades brasileiras. O que estava acontecendo? Como analisar o fenômeno? Vimos muitos analistas políticos gaguejando ou então tentando enquadrar aquelas manifestações nas ferramentas de análise políticas tradicionais, mas ficava claro que algo não encaixava…
Para ler a resenha completa, baixe o arquivo neste link.
Ficção
Utilizamos cookies essenciais para personalizar e aprimorar sua experiência neste site. Ao continuar navegando você concorda com estas condições, detalhadas na nossa Política de Cookies de acordo com a nossa Política de Privacidade.