“Alento: dos fios, do tecer e das tramas” é a exposição em cartaz no Sesc São José dos Campos

06/12/2022

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Está aberta para visitação, até o dia 2/7 no Sesc São José dos Campos, a exposição Alento: dos fios, do tecer e das tramas, idealizada pela equipe da unidade, com curadoria da artista e educadora Célia Barros.   

A mostra conta com 45 obras de mulheres artistas que utilizam a arte têxtil como base para suas produções e traz, em seu recorte, produções que se relacionam com as questões de ancestralidade, feminino, colonização, transgressão e poesia têxtil. A curadoria contempla artistas de diferentes regiões, como Cidade do México (México), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Aldeia Verde (MG) e Jordão (AC) e Jacareí (SP). O título da exposição refere-se à matéria invisível que dá corpo às obras – Alentar, ou demorar-se, é um posicionamento contrário ao acelerar que vivemos hoje, no dia a dia, e nos nossos modos de produzir, pensar e ser.  

Desde as primeiras pesquisas, a curadoria manteve o propósito de olhar para as artes têxteis produzidas por mulheres e mapear algumas possibilidades e intersecções, conforme conta Célia Barros: Os fios nos levaram a atravessar tempos e contextos e a entender que as linhas emaranhadas são território fértil para um conjunto de situações que envolvem ancestralidade e contemporaneidade, memória comunitária e intimidade, escuta coletiva, muitas trocas e um tempo que se distancia do imediatismo digital atual”. Segundo ela, a exposição evidencia a conquista de novos espaços de visibilidade para as artes têxteis na produção artística contemporânea.    

Sobre as artistas:   

Gimena Romero, ilustradora especializada em arte têxtil. Nasceu na Cidade do México em 1985 e atualmente vive entre esta cidade e Madrid. Licenciada em Artes Plásticas e Visuais pela Escuela Nacional de Pintura, Escultura y Grabado “La Esmeralda”, do Instituto Nacional de Belas Artes. Realizou parte da Licenciatura na École Nationale de Beaux Arts de Lyon, França. Ganhou numerosos prêmios e menções internacionais como Iberoamericana Ilustra e FILIJ Catálogo de Ilustração Mexicana. Seus trabalhos foram acolhidos em diversas exposições pelo mundo, como no México, na Argentina, na França, em Portugal, na Alemanha, na Ucrânia, na Espanha.    

Rita Huni Kuin, artesã e música Huni Kuin. Com 26 anos atualmente lidera um movimento jovem em busca da valorização, fomento e preservação da cultura de seu povo. Filha de Ibã Sales Huni Kuin (txana e co-fundadora do coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin). Participou de diversos festivais de cultura indígena, participa do grupo KAYATIBU (grupo de jovens Huni Kuinmúsicos, dançarinos, artesões e historiadores que aprendem com os mais velhos a sabedoria milenar da cultura Huni Kuin passada de geração para geração) e realiza diversos projetos culturais em parceria com outras lideranças de projetos culturais. Em 2018 participou da mostra Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo HuniKu) do Rio Jordão no Itaú Cultural.    

Manequim vestido com peças de tecelagem de Rita Huni Kuin, da etnia Huni Kuin. Foto: Mariana Krauss.

Sueli Maxacali é presidente da Associação Maxakali de Aldeia Verde. Artesã e fotógrafa, participou dos projetos: Hitupmã’ax/Curar (Faculdade de Letras da UFMG e Literaterras, 2009), livro bilíngue dedicado às práticas de saúde e cura sob a perspectiva dos Tikumi’in (Maxakali); Koxuk Xop Imagem (Beco do Azougue Editorial, 2009), com fotografias das mulheres maxakali sobre os rituais e o cotidiano da Aldeia Verde; Canto brilhotikumu’un: no limite do país fértil (2010), projeto de tikumu’un: no limite do país fértil (2010), projeto de exposição e livro em torno da estética tikumi’in. Faz fotografia still e assistência de direção nos filmes de Isael Maxakali. Atualmente participa, como professora e pesquisadora, do Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG.    

Fotografia sem título, de Sueli Maxacali.

Rochele Beatriz cursou Comunicação das Artes do Corpona Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e é licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Há mais de 13 anos supervisiona equipes de educadores em diferentes projetos da cidade de São Paulo, entre eles CEU Alvarenga, Projeto Guri e Fábrica de Cultura Jardim São Luis. Ministra oficinas de bordado e teatro.   

 

Carta ao Vento, de Rochele Beatriz. Foto: Rafael D. Adaime.

Tamara Andrade, artista visual, bacharel em Multimídia e Intermídia pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Realizou em 2004 a sua primeira exposição individual na Mostra do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo. A partir de então, vem participando de importantes salões de arte, como o 14° Salão de Arte da Bahia, em 2007. Foi artista residente da oficina KM.0 Urbano/05, do Museo de Arte Contemporâneo de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, em2005. Participou da Bolsa Iberê Camargo, no projeto Artista Convidado do Ateliê de Iberê Camargo, em 2008. A convite do curador Josué Mattos, participou das 4 edições da exposição “É Crédito ou Débito?”, entre 2010 e 2011, e “Eu fui o que tu és, tu serás o que sou”, no Paço das Artes, em2012. Em 2011, a artista foi selecionada para a 4ª Edição do Prêmio CNI / SESI – Marcantonio Vilaça, e para a 5ªEdição do Prêmio PIPA, em 2014.   

Tentennare V, da artista Tamara Andrade. Foto: Mariana Krauss

Artesãs de São Silvestre, reúne artesãs que desenvolvem projetos de bordado autorais. O grupo, atuando desde 2017 no distrito de São Silvestre, localizado no município de Jacareí – SP, une o artesanato autoral ao empreendedorismo e à valorização da cultura local. Nos seus 5 anos de existência obtiveram aprovações em editais e prêmios, com destaque ao 7° Prêmio do Objeto Brasileiro do Museu A CASA – na categoria Ação Socioambiental.   

A obra “Tempos de São Silvestre” é um trabalho coletivo do grupo de Artesãs de São Silvestre.

Curadora   

Célia Barros é artista, curadora e educadora. Mestre em produções artísticas e investigação pela Facultat de BellesArts da Universitat de Barcelona. É professora na Faculdade de Artes Visuais da Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos. Desde 2008 dirige a produtora cultural Homens de Saia – Utopias possíveis que sonha, desenvolve projetos de exposições onde articula ações de curadoria e mediação em arte contemporânea. Como curadora destacam-se os projetos para o 14º Salão Nacional de Arte de Itajaí em Santa Catarina, Madeira Nova, Sesc Santo Amaro em São Paulo/SP (2018), “pedras são preciosas” em Botucatu/SP selecionado para o Edital ProAC – Obras e exposições (2016), “Curadoria Coletiva” com o apoio do SISEM/SP (2014). As exposições “Nhenhenhém – Aqui todo o mundo é índio” (2010), “Navegar é preciso” (2011) e “A cor que a Ginga tem” (2012) para o Museu de Antropologia do Vale do Paraíba em Jacareí/SP que tiveram itinerância pelo Estado de São Paulo com o apoio do SISEM/SP.     

Célia Barros, curadora da Exposição. Foto: Mariana Krauss.

O projeto expográfico é assinado por Fernanda Carlucci, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de SP. Com experiências em escritórios de urbanismo e paisagismo, e também em museus como MAM e Fundação Bienal, atua no ramo de cenografia desde 2004. 

Alento: dos fios, do tecer e das tramas  

Visitação:  

Até 2 de julho.
Horário de visita monitorada em janeiro: de terça a sexta, das 14h às 20h. Sábados e domingos, das 10h30 às 18h30.    
Área de Exposição. Grátis. Livre.  

Para a proteção de todos, o uso de máscara é obrigatório nos espaços fechados das unidades do Sesc.  

                

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