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Sonoridade e danças coletivas no Festival de Música e Dança dos Balcãs

Apresentação de dança circular com o grupo Zlatne Uste
Apresentação de dança circular com o grupo Zlatne Uste

Situada no sudeste da Europa, a região dos Bálcãs, que inclui países como a Grécia, Albânia, Bulgária, Turquia e Sérvia, é o berço da civilização ocidental. A sua posição estratégica e as diversas etnias que convivem em um espaço relativamente exíguo fizeram da região um constante caldeirão fervente de disputas. Mas não só de embates vive os Bálcãs: reina por lá também a criatividade, especialmente no campo da música e da dança, elementos que proporcionam união, memória cultural, invenção estética e pura diversão.

Desde sempre fascinada pela região, a professora, dançarina e coreógrafa Betty Gervitz passou grande parte de sua carreira pesquisando as sonoridades e danças coletivas dos Bálcãs. Esse trabalho culmina agora com a idealização e curadoria do Festival de Música e Dança dos Bálcãs, que propõe uma amostra generosa do que se faz na península encimada pelas montanhas balcânicas, além de uma reflexão sobre o papel da música e dança em nossas vidas.

Assim como na dança circular típica dos balcãs, em que todos giram de mãos dadas e compartilham da mesma euforia, a proposta do festival é cair na dança e deixar que um novo conhecimento passe de mão em mão. Composta por uma combinação de workshops, shows nacionais e internacionais, capacitação para professores de escolas públicas e particulares, essa programação especial acontece de 25 de abril a 7 de maio, no Sesc Pompeia.

O festival é aberto pela apresentação de um de seus destaques, o grupo brasileiro Mawaca, que recria melodias e ritmos de povos nômades e ciganos do mundo. A programação conta também outros representantes do Brasil: Bálkãn Neo mostra em seu show uma fusão da música tradicional do leste europeu com a música instrumental brasileira; Orkestra Bandida, especializada no Fasil, estilo cigano tocado em cabarés, se aventura por escalas orientais e ritmos assimétricos e a tribo Mutrib celebra a diversidade musical dos povos mediterrâneos, ciganos, orientais e balcânicos em apresentação com Betty Gervitz.

Já as atrações internacionais, em geral abertas por um DJ especialmente convidado para cada show, ficam a cargo de bandas como, por exemplo, Zlatne Uste, grupo de metais com doze integrantes, que vem para acompanhar o norte-americano Michael Ginsburg, também trompetista da banda e professor de dança balcânica, e o grego Kyriakos Moisidis, com larga experiência em pesquisas feitas nas áreas mais recônditas de seu país.

Os cursos de capacitação em dança dos bálcãs têm a presença de Gervitzs e são ministrados por nomes vindos de diferentes países. André Trindade (Brasil), Michael Ginsburg (Estados Unidos), Ahmet Lüleci (Turquia) e Yves Moreau (Bulgária) comandam essas atividades que mostram a possibilidade de desenvolver, por meio da dança em roda, conceitos como o de trabalho em equipe e também a consciência corporal.


Além disso, não faltam no festival workshops voltados à música e dança circular, conduzidos por integrantes das bandas que se apresentarão durante à noite.
 

Confira em nosso site a programação completa:  http://bit.ly/Festival-dos-Balcas

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