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Alaídenegão explora novas searas sonoras, mas mantém sincretismo musical

Foto: Divulgação
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Foi pelos corredores da Universidade Federal do Amazonas que Davi Escobar conheceu Agenor Vasconcelos – faculdade na qual cursavam filosofia. No entanto, não foi apenas o estudo pelas questões universais e existenciais que uniu pernambucano e paraibano, respectivamente, em solo manauense. A partir do primeiro contato, ambos descobriram ter em comum o gosto pela música, bem como uma vontade intrínseca de estabelecer uma banda e seguir carreira musical. Começaram a experimentar, de maneira descompromissada, sonoridades diversas em rodas de violão no campus universitário. Surgia, dessa forma, o embrião que culminaria na Alaídenegão. 

Das modestas primeiras incursões musicais às efervescentes performances Brasil a fora, a banda se fez ouvir. Promovendo um sincretismo sonoro sobre o palco – no qual ritmos como a guitarrada e o carimbó flertam com gêneros como o reggae e o rock – o grupo vem cativando o público ao redor do país. Com nove anos de estrada, o quinteto (que também é integrado por Rafael dos Santos, Markito Rock e Anastácio Jr.) já traz um LP cheio na discografia (Senóide Sensual, divulgado em 2015), e prepara o terreno para dar continuidade ao cancioneiro eclético. Para cravar a data e a nova etapa, a Alaídenegão lança o segundo disco da carreira com um show exclusivo nesta sexta-feira, 12, no Sesc Belenzinho. Na ocasião, o coletivo musical se apresenta na Comedoria, às 21h30, onde além de executar canções inéditas, revisita também antigos sucessos do debute em estúdio.

Diferentemente do primeiro álbum, a produção do mais recente trabalho – cujo título leva o nome do grupo – não teve a interferência de um produtor externo à banda. Entretanto, segundo Escobar, guitarrista e vocalista, ter a participação de uma “pessoa de fora” produzindo o primeiro álbum foi essencial para que a Alaídenegão pudesse nortear sua estética sonora.

Aprendemos muito com a produção do Rafa[el Ramos], e colocamos o que aprendemos em prática no nosso segundo disco”, declara o músico. “Tentamos aproveitar algumas coisas que achamos ter ficado boas no Senoide, e aplicar dentro do novo CD. Outras foram tomando mais a nossa cara”. “Ter uma pessoa produzindo, faz com que a gente entre em foco com o que temos de mais artístico”, arremata Vasconcelos, baixista e vocalista.

Gravado no estúdio da própria banda, em Manaus, o álbum foi mixado e masterizado entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo – processo o qual Markito classifica como “diferenciado” do utilizado em Senoide Sensual. “Acho que está um pouco mais maduro no sentido de termos encontrado uma identidade sonora”, afirma. “O Senoide [em termos de áudio] é muito ‘limpo’. Já o novo álbum traz uma sonoridade mais ‘suja’, um grave mais pesado, em que procuramos explorar outros timbres, outras texturas sonoras.” No entanto, liricamente, o quinteto ainda traz na essência das suas composições a valorização dos costumes e tradições nortistas, tais como as festas populares, a temperada culinária típica e as paisagens idílicas amazônicas.

Outra diferença em relação à composição do primeiro álbum está na saída da Alaídenegão da gravadora Deck – responsável por trabalhos de veteranos da MPB como Hyldon e de músicos de carreira mais incipiente, como o carioca Lê Almeida. Registrando e lançando de maneira independente o sucessor do debute de estúdio, o grupo sente o peso e a leveza que permeiam a feitura do segundo disco, considerado por muitos o trabalho mais decisivo e delicado da carreira de uma banda. “Mais difícil e mais importante que o primeiro”, pontua Escobar. “Hoje, com esse trabalho, sentimos muito mais na responsa do CD dar certo do que antes pela Deck. Agora que saímos da gravadora, sentimos que temos a obrigação de superar as expectativas, mas ainda manter os antigos fãs.

 

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