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Indie Rock Tupiniquim

De Titãs a Mamonas Assassinas - Cenário do rock independente nacional nos anos 80 e 90
De Titãs a Mamonas Assassinas - Cenário do rock independente nacional nos anos 80 e 90

Por Fabio Pontes, jornalista e criador do blog Pequenos Clássicos Perdidos

Nas décadas de 1980 e 1990 o rock brasileiro passou por dois momentos distintos, mas de igual importância: primeiro com Legião Urbana, Blitz, Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira!, RPM e outros grupos que ajudaram a colocar o gênero “marginal” em programas de TV, páginas de revistas, jornais e estações de rádio.

Anos depois uma nova geração de bandas chegou para dividir espaço com a turma do “Brock”, e em alguns casos ocupar brechas deixadas por elas. Raimundos, Planet Hemp, Skank, Mamonas Assassinas, O Rappa e Charlie Brown Jr. São figuras fáceis até hoje na programação de rádios dedicadas ao rock – bem como seus antecessores –, mostrando o impacto que causaram.

Mas no Vamos Falar Sobre Música de setembro, que acontece no Sesc Santo Amaro, a conversa vai sair da frente da TV e do rádio, trocando a sala de casa pelo porão. Todas as bandas citadas acima são bem conhecidas, mas antes da fama elas dividiram espaço com muitos outros contemporâneos que por razões artísticas, de postura ou comercial não atingiram o grande público e o sucesso, mantendo-se cultuadas apenas em espaços ou círculos alternativos, formando assim o indie rock tupiniquim. E é sobre eles que a gente vai conversar.

Violeta de Outono, As Mercenárias, Akira S & As Garotas Que Erraram, Fellini, 365, Voluntários da Pátria e Black Future foram algumas bandas nascidas nos anos 80 que tocaram nos mesmos palcos que seus contemporâneos famosos (antes deles lotarem estádios). Casas noturnas como Madame Satã, Rose Bom Bom, Aeroanta, Carbono 14 e outros espaços como o Sesc Pompeia – onde era gravado o mítico Fábrica do Som – eram lugares onde se podia ver a efervescência desse submundo roqueiro.

Na década seguinte o rock britânico, o hardcore e o grunge norte-americano influenciaram um grande número de novos grupos brasileiros, que distorcendo guitarras e muitas vezes cantando inglês criaram uma pequena e barulhenta cena. Pin Ups, Second Come, Wry, Killing Chainsaw, Mickey Junkies, Muzzarelas, PELVs, Cigarettes e Garage Fuzz se apertavam nos palcos do Espaço Retrô, Der Temple, Urbania e outros poucos “buracos enfumaçados” da capital paulista para propagar a surdez coletiva.

Então é isso, o recado está dado. Vamos celebrar o rock independente com imagens, vídeos e, claro, muita música.

 

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