Em alto e bom som

01/07/2026

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No ritmo do Dia Mundial do Rock, relembre shows históricos realizados em unidades do Sesc São Paulo, como o Barão Vermelho no palco do Sesc Itaquera, dentro do projeto Todos os Sons, em 1998 (foto: Denise Adans)

Leia a edição de julho de 2026 na íntegra

POR DIEGO OLIVARES
FOTOS DO ACERVO DO SESC MEMÓRIAS

Em 13 de julho de 1985, nomes do rock internacional como U2, Queen, David Bowie (1947-2016), The Who e Paul McCartney se uniram em um show beneficente para arrecadar fundos para combater a fome na África. As bandas e artistas subiram aos palcos do Live Aid em Londres (Inglaterra) e na Filadélfia (Estados Unidos), para se apresentarem diante de um público estimado de 162 mil pessoas nos estádios e 1 bilhão de telespectadores em todo o mundo. Além de levantarem a multidão, eles arrecadaram o equivalente a R$ 1 bilhão em valores atuais.

Desde então, a data é lembrada como o Dia Mundial do Rock, ocasião para os fãs do gênero celebrarem seu estilo favorito, fazendo as guitarras soarem ainda mais alto em suas caixas de som.

Popularizado no Brasil a partir dos anos 1960, o rock em território nacional é marcado pela diversidade. Começou emulando o chamado “yeah-yeah-yeah” estadunidense e britânico com a Jovem Guarda dos então estreantes Roberto Carlos e Erasmo Carlos (1941-2022), mas logo ganhou também os contornos psicodélicos dos Mutantes, grupo que revelou Rita Lee (1947-2023), e a mistura de ritmos da Tropicália e do “maluco beleza” Raul Seixas (1945-1989). 

A partir da década de 1980, no contexto da reabertura política pós-ditadura militar, o rock brasileiro ganhou de vez as ondas do rádio, com o surgimento de bandas como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Ira!, Legião Urbana, Plebe Rude, RPM e Capital Inicial, muitas delas em plena atividade até hoje.

Como espaço para expressões musicais dos mais variados estilos, o Sesc sempre acolheu o rock, com apresentações históricas, como o Sonoridades – Rock Paulista, que em 1970 reuniu Made in Brazil, Casa das Máquinas, Tutti Frutti e outros artistas numa programação que incluía shows, oficinas e debates. Há, ainda, os projetos atuais Thermas do Rock e Catandupedras, realizados anualmente nas unidades de Presidente Prudente e Catanduva, respectivamente.

Além disso, existem gerações de roqueiros e roqueiras que passaram pelo Sesc no começo de carreira e, no auge, retornaram muitas vezes. É o caso da cantora Cássia Eller (1962-2001), que em 1993, ainda pouco conhecida do grande público, participou do projeto Outros Ares, no Sesc Pompeia, e se apresentou em diversas unidades durante os anos seguintes, conforme se estabelecia entre as grandes vozes do país.

Neste Almanaque, revisitamos o acervo do Sesc Memórias e apresentamos momentos emblemáticos do rock nacional em nossos palcos.

Os mineiros do Pato Fu no Sesc Itaquera, em 1998, em show do projeto Todos os Sons (foto: Marco Aurélio Olímpio)
Paula Toller comanda show do Kid Abelha no Sesc Itaquera, em 1999 (foto: Jefferson Pancieri)

*Sesc Memórias
O Sesc Memórias é o programa criado em 2006 para reunir, sistematizar, preservar e disponibilizar a documentação histórica de ações do Sesc São Paulo desde sua fundação, há 80 anos. O acervo conta com mais de 900 mil itens que possibilitam o apoio a pesquisas e a produção de conhecimento nas áreas de história, arquivo e patrimônio. Entre eles, encontram-se objetos tridimensionais, material gráfico textual, fotos e vídeos, em formatos físicos e digitais. Visitas e pesquisas são abertas aos públicos interessados, com agendamento prévio ou solicitação pelo e-mail sescmemorias@sescsp.org.br.
Rua Doutor Plínio Barreto, 285, 3° andar – Bela Vista, São Paulo 

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