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Fique por dentro do Dia da Visibilidade Trans

Foto: Divulgação
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O Dia da Visibilidade Trans é celebrado no dia 29 de janeiro em todo o Brasil.
Thara Wells, ativista trans de Sorocaba, explica que esta data tem o objetivo de ressaltar a importância da diversidade e respeito para o Movimento Trans, representado por travestis, transexuais e transgêneros.

As conquistas são lentas. Precisamos de visibilidade social, inclusiva. A nossa luta é diária, lutamos pelo nosso direito de retificar nosso nome de registro, por melhores condições de trabalho, lutamos para sermos aceitas”, ressalta Thara.

A professora e coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero e Diversidade Sexual da UFSCar-Sorocaba (NEGDS), Viviane Mendonça, conta que essa data passou a ser comemorada em 2004, quando ativistas transexuais participaram, no Congresso Nacional, do lançamento da primeira campanha contra a transfobia no país.

::: Espaço para reflexão e diálogo no Sesc Sorocaba

Sabrina Tenguan, supervisora de programação do Sesc Sorocaba, afirma que é importante abrir espaço para uma programação voltada para essa data. Por isso, desde 2015, a Unidade celebra o Dia da Visibilidade Trans junto com ativistas e a população.

“Tendo em vista as últimas notícias trágicas envolvendo o assassinato de pessoas trans, crimes de ódio e atos de violência, percebemos que momentos de reflexão e diálogo são extremamente necessários para atuarmos contra a transfobia”, explica Sabrina.

E para abrir espaço para esse diálogo e reflexão, o Sesc Sorocaba, por meio do projeto Nós Diversos – que tem como foco pautas LGBT e feministas, em parceria com Organização da Parada LGBT de Sorocaba, Grupo Mandala e NEGDS – organizou dois eventos em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans: a exibição do documentário Meu nome é Jacque (direção: Angela Zoé. Brasil, 2016, DVD, 1h20min.) e um jogo de Queimada Inclusiva.

A professora Viviane, que também é parceira do Nós Diversos, explica que o documentário trata do tema da diversidade e da transexualidade de modo sensível e profundo, através da história de vida de Jaqueline Rocha Côrtes, uma mulher transexual brasileira que ocupou cargos no Governo Brasileiro e na ONU e que vive com HIV/AIDS há 20 anos.

“A história de vida de Jacque retira dos escombros da invisibilidade as memórias e a vida cotidiana das pessoas trans. Os muitos desafios que foram superados pela Jaqueline provocam a necessária reflexão sobre transfobia em nosso país, sobre preconceito e o conservadorismo”, destaca Viviane.

A ativista trans Thara explica que abrir espaço para um jogo de queimada foi uma ideia para a integração e sociabilização de pessoas trans.

Para mais detalhes sobre o projeto, clique aqui.

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