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Cia. Mundu Rodá estreia espetáculo no Sesc Pompeia

Foto: Daniel Cunha
Foto: Daniel Cunha

Mais do que um instrumento, a rabeca carrega a história de muitas pessoas, comunidades e vilarejos Brasil adentro. Uma delas é a trajetória de Alício Amaral.

Depois de iniciar seus estudos em violino e viola erudita, Alício descobriu a rabeca ao mesmo tempo em que descobria a dança popular brasileira e o teatro. “De cara me apaixonei pelo timbre do instrumento, pela sua versatilidade, potência e singularidade.” Em 2000, já casado com a também artista rabequeira Juliana Pardo, resolveu sair de São Paulo para morar em Pernambuco.

“A rabeca está presente em diversas manifestações populares, desde festas religiosas, brincadeiras ou rituais, seja para animar o povo, para conduzir um passo de dança,  para embalar uma criança, ou para conduzir uma alma ao céu. Para nós, assim como na cultura popular, a rabeca está disponível para todo e qualquer tipo de conexão com a arte, com natureza ou com os mistérios da vida”, diz.

Juntos, Alício e Juliana fundaram a Cia. Mundu Rodá. “O nome surgiu depois das ações que já fazíamos, de “rodar” e se embrenhar pelo país em busca de conhecer um pouco mais nossa cultura, nos cantinhos mais remotos”, explicam. A dupla percorreu Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Vale do Ribeira e Litoral Paulista; e planejam embarcar para o Pará, Acre e Amazonas após a temporada no Sesc Pompeia.

O espetáculo Memórias da Rabeca, que estreia dia 10 de Março, é o resultado dessa extensa pesquisa. Uma obra de resistência poética, que expõe a profunda relação entre a rabeca, teatro, dança e a identidade cultural brasileira.

“A história do Brasil, contada pelos menos favorecidos, está latente nas tradições onde a rabeca está presente, e a tradição rabequeria também é responsável por manter viva e alerta estas memórias que atravessam gerações e nos mostram um país real, para bem mais além do Brasil apresentado nos tradicionais livros de história” comenta Juliana.

O estudo da expressão humana, do poder do encontro, das trocas e relações estabelecidas com as pessoas e comunidades também resultaram nas oficinas Rabeca: toque, traquejo e toada, um encontro prático e teórico, voltado a rabequeiros e músicos com conhecimento em instrumentos de arco; e O Trabalho do Ator/Dançarino a partir das danças tradicionais brasileiras, em que os artistas apresentarão os diferentes elementos das Danças Tradicionais Brasileiras, como o Batuque Paulista, o Cavalo Marinho e o Maracatu Rural.

Para Alício e Juliana, cada rabeca tem seu encanto e seu mistério, assim como as pessoas e os encontros. O projeto “Memórias da Rabeca” é a conexão entre a comunicação sensível da música, o timbre do instrumento, e a memória muitas vezes adormecida da cultura popular brasileira. 

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