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Jards Macalé retorna ao palco do Sesc Pinheiros com o aclamado show Besta Fera

Foto: Rogerio Von Kruger
Foto: Rogerio Von Kruger

Depois de 20 anos sem um disco de inéditas, o cantor e compositor carioca Jards Macalé lançou nas plataformas digitais o álbum Besta Fera, indicado ao Grammy Latino como Melhor Álbum de Música Popular Brasileira de 2019. Neste sábado (14), ele retorna aos palcos do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, dessa vez para apresentar uma das obras mais celebradas do ano.

Bem recebido por público e crítica, o álbum já era considerado um dos principais feitos da carreira do artista desde seu lançamento. Grande parte do mérito vem primeiramente de Jards, que conseguiu transformar o episódio pessoal de quase-morte após uma broncopneumonia em uma metáfora provocadora sobre o momento político brasileiro – mostrando que o artista se mantém atual e antenado ao capturar os tempos e contratempos vividos hoje no País. 

Besta Fera é também o resultado da união do carinhosamente chamado "professor" com grandes nomes da nova geração de artistas e produtores da música brasileira contemporânea. A rapaziada, como Jards gosta de se referir, ganhou fama por inventar uma nova estética e lançar novos clássicos brasileiros -  em especial, o disco Deus É Mulher (2018), de Elza Soares.

Fazem parte da  'rapaziada' do projeto de Elza e que seguiram com Jards, Romulo Fróes, como diretor artístico, e Kiko Dinucci, como produtor musical. O compositor é acompanhado ainda de Ava Rocha, Capinam, Clima, Ezra Pound, Rodrigo Campos, Thomas Harres e Tim Bernardes. Ao lado da nova geração, explora todas as suas vertentes - do samba e bossa ao jazz e rock - ao longo das 12 canções do disco, considerado o mais paulistano de sua carreira.

Uma das faixas que fazem juz ao título é Buraco da Consolação, com letra e participação do cantor e compositor paulistano Tim Bernardes e arranjo de Thiago França, inspirado na Orquestra Tabajara. "Uma letra de um amor maduro, mas também com um frescor maravilhoso", revela Jards sobre a faixa.  

A canção, no melhor estilo "sofrência", é inspirada no universo de Lupicínio Rodrigues, o lendário rei da dor de cotovelo, como mostrado nos bastidores da canção (vídeo abaixo).

"Eu e Tim estávamos fazendo um som no camarim e começamos a conversar sobre as nossas influências. Revelei a ele que tenho um vinil de cabeceira, que é o Jamelão interpretando Lupicínio Rodrigues e começamos a cantar músicas do disco. Aí ele disse que a gente podia fazer uma música assim, (...) tipo um Lupicínio Rodrigues mesmo", conta sobre o início da parceria musical.

 

 

 

Para o show no Teatro Paulo Autran, Jards Macalé sobe ao palco acompanhado da banda completa, a mesma que registrou o trabalho nos estúdios: Thomas Harres na bateria, Fabio Sa no baixo, Guilherme Held na guitarra, Mauricio Badé na percussão e Allan Abadia no trombone.

No repertório, canções como Vampiro de Copacabana, Trevas, Pacto de Sangue e mais. "Mostraremos todo o repertório do disco Besta Fera, incluindo também algumas outras músicas minhas, das quais eu gosto muito", diz Jards, em convite ao público.

Para entrar no clima do show, ouça na íntegra Besta Fera, o aclamado álbum de Jards Macalé: 

 

 

SHOW DO ÁLBUM BESTA FERA

Data: 14/3. Sábado, às 21h.

Local: Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (R. Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo).

Classificação etária: 10 anos.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 12,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). À venda nas bilheterias das unidades e no Portal SescSP.

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