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Semana Mundial do Brincar: Jogos para reunir a família!

O distanciamento social pode gerar um sentimento de estresse e ansiedade, mas distanciamento não precisa ser sinônimo de isolamento. Para manter uma vida social ativa ao longo deste período, que tal incluir brincadeiras nesse dia a dia? Combinar a diversão e a interação (mesmo que virtual), com uma alimentação saudável e hábitos de higiene, pode fazer toda a diferença nessa nova rotina. Reunimos algumas dicas de jogos - para todas as idades - que podem ajudar a fortalecer os laços e os afetos entre os amigos e a família.

Proporcionar trocas intergeracionais é uma boa forma de passar o tempo brincando, seja para quem resida na mesma casa ou para aqueles que optam por videochamadas, uma estratégia para possibilitar encontros familiares. Cada geração carrega no seu interior a memória de seu tempo, ou seja, leva consigo hábitos comuns que podem ser compartilhados. 

Independente da idade, todas as pessoas já brincaram em algum momento da vida e carregam muitas lembranças dessas brincadeiras! Pensando nisso, listamos sete atividades para reunir gerações e permitir que todas se divirtam.


Já ouviu falar das Cinco Marias? Pipoquinha? Belisco? Não? Quem tem mais de 60 anos provavelmente sim! E já deve ter brincado muito com colegas de infância na rua de casa ou durante o recreio escolar. 

De origem na Grécia antiga, conta a lenda que as Cinco Marias eram utilizadas quando os homens queriam consultar os deuses para tirar a sorte. Para isso, jogavam ossinhos da pata de carneiro e observavam como caíam. A partir da disposição formada, interpretavam as respostas para suas perguntas. Com o passar dos séculos, a consulta divina foi adaptada e a jogada dos ossinhos transformou-se em uma brincadeira. Substituídos por saquinhos de tecido (de mais ou menos três por quatro centímetros), com enchimento de areia, farinha, grãos de arroz ou feijão (ou até mesmo pedrinhas do mesmo tamanho), o jogo chegou ao Ocidente.

A brincadeira consiste em jogar os saquinhos para cima e, antes que ele caia na mesa/chão, deve-se pegar outro saquinho com a mesma mão que atirou o primeiro. A princípio, é lançado para o alto um saquinho enquanto pega os demais. Em seguida, dois, e assim por diante. Pode-se intensificar o nível de dificuldade ao adicionar novas maneiras para lançar e recolher os cinco saquinhos. Essa brincadeira vai exigir reflexos rápidos e criatividade para elaborar novas fases, de acordo com cada participante. 

A definição sobre quem vai ganhar a brincadeira fica a critério da família. Pode vencer quem pegar mais rápido, mais engraçado ou até quem conseguir inventar novas formas de arremessar e pegar todos os saquinhos. 

Quem vai decidir como brincar é você!


Já pensou quantas aventuras sua família pode ter vivido antes mesmo do seu nascimento? Imagine conhecer uma história curiosa sobre as pessoas que moram com você ou até sobre um parente distante... Pois bem, prepare papel e caneta para a próxima brincadeira!

A criação de uma árvore genealógica é uma ótima forma para crianças (e outros membros da família) conhecerem e estabelecerem conexões com parentes próximos ou distantes e ainda ouvirem histórias que podem fazer refletir sobre a origem de cada um, sobre suas raízes ancestrais e trazer descobertas incríveis. Algumas podem ser muito engraçadas!

Pode-se seguir vários caminhos, mas primeiro é preciso de uma árvore. Pode ser um desenho, uma colagem ou até mesmo uma planta de sua casa. As folhas dessa árvore representam a sua família. Você pode desde colar as fotos dos familiares nas folhas até desenhá-los. 

Lembre-se: o importante é colocar o nome de todos e todas para conhecer um pouco de suas histórias e, principalmente, ver o extenso caminho que a sua família percorreu.

Desenhar, pintar e criar é uma boa sugestão para libertar a imaginação e expressar os sentimentos através da arte.

Desde pequenos, somos estimulados a percorrer papéis com lápis, giz de cera, pincéis, canetas e canetinhas para deixar os movimentos ganharem formas e cores. Conforme vamos crescendo, alguns optam por seguir este caminho e outros por deixá-lo adormecido. A ideia agora é despertar o artista, ou a artista, que habita em você.

Obras-primas estão por vir, delicie-se!

Para esse jogo, são necessárias habilidades de detetive! 

Antes de iniciar, organize as pessoas em roda, de modo que todas se vejam. Cada participante escolhe o nome de um personagem de filme, desenho, artista ou mesmo de alguém do próprio convívio, e escreve num papel que deve ser grudado na testa da pessoa à sua direita, sem que ela leia e se preparem para rir!

Por meio de perguntas, que só podem ser respondidas com sim ou não, cada participante deve tentar adivinhar quem é esta pessoa descrita no papel colado em sua testa. A cada rodada, uma chance para adivinhar. Por isso, pense muito bem e faça a melhor pergunta para descobrir quem é você. 

Histórias ajudam a estimular a imaginação e favorecem o universo lúdico que existe dentro de cada pessoa, além de possibilitarem uma conexão entre gerações distintas para elaborar enredos fantásticos. No teatro de fantoches, a criatividade vai ser fundamental para comandar o espetáculo. 

Aqui, a brincadeira já começa antes dos atores entrarem em cena. Com uma meia que não se usa mais, ou até mesmo com um desenho colado no palito de churrasco, os fantoches começam a ganhar vida.

Feito isso, prepare o ambiente para o espetáculo começar. O palco pode ser qualquer espaço em que apenas os fantoches sejam visíveis ao público. A história pode ser previamente pensada ou o improviso pode ser responsável pelo enredo. Uma boa dica para tornar a história mais fascinante e engraçada é intercalar crianças e adultos.

E aí, já pensou qual o nome do espetáculo?


Já diziam que quem canta seus males espanta! Então por que não aproveitar para fazer um desafio musical com todas as pessoas que moram com você? Para esta brincadeira, não precisa de muita coisa. Basta se lançar no desafio e tentar encontrar a música perfeita. 

Antes de iniciar, coloque em um pote papéis com palavras aleatórias e, para dar início ao jogo, é necessário que alguém sorteie um papel e anuncie em voz alta o que está escrito nele. Feito isso, cada um deve cantar uma música que contenha aquela palavra sorteada. Uma forma de tornar a brincadeira mais engraçada é que todos tentem inventar suas próprias músicas.

Parece fácil, mas é um desafio que vai render boas risadas e ampliar o repertório musical. 

Hoje, os celulares têm nos aproximado ainda mais de pessoas queridas, que estão distantes e diminuído a saudade devido ao isolamento social. Já pensou em mandar um vídeo para elas ou, ainda mais, gravar uma história e apresentar para todos que moram com você? 

A ideia é simples. Basta pegar um celular que tenha câmera e se jogar na produção audiovisual. É possível pensar em diferentes roteiros, como programas de televisão ou em um filme sobre sua família. O importante é chamar todos para participar e produzir o conteúdo desejado.

Alguns truques de cinema podem ser adicionados ao seu vídeo e encantar o público durante a sua exibição. A Educadora de Tecnologias e Artes do Sesc Pompeia, Erika Kogui, deixou uma dica bacana em nosso instagram. Confira clicando aqui.
Agora é só apertar o REC e boa gravação!!

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Antes de se jogar nas brincadeiras, é importante lembrar que desde o ínicio do ano,  a aparição do novo coronavírus modificou a dinâmica social de todo o planeta. Em consequência desta disseminação mundial do vírus, uma das principais formas de evitar sua transmissão e contaminação é ficando em casa. 

Além desta medida, outra recomendação proposta pelos Órgãos de Saúde é a constante higienização das mãos e uso recorrente do álcool em gel. Em caso de dúvidas em como fazer a correta higienização e outras dicas de prevenção, clique aqui.

Essas foram nossas dicas para que todos da família possam se divertir durante este período de isolamento social. O universo da brincadeira é infinito, aproveite para relembrar e até inventar novas maneiras de se divertir com todos que moram com você e fique #EmCasacomSesc!

Texto: Dih Lemos

Ilustrações: Dora Lia - Dillasete

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