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Entre o violento e o delicado, Carne Doce apresenta Princesa no Sesc Belenzinho

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Carne Doce é uma banda que oscila entre extremos. Seja pela sonoridade - ora marcada pelo experimentalismo enérgico e expansivo, ora ressaltada pelas canções intimistas e cadenciadas - seja pelo lirismo - ora combativo e escrachado, ora sutil e confessional, transbordando a fina ironia da letrista e vocalista Salma Jô; ou então pela própria ambivalência do nome do grupo goiano, que é formado pelos músicos Salma Jô, Macloys Aquino, Aderson Maia, João Victor e Ricardo Machado. Estabelecido em 2013, o quinteto nasceu originalmente sob o formato de dupla, a partir do casamento entre Salma e Aquino.

[A banda] surgiu do impulso de compor juntos”, relembra Aquino sobre as origens do Carne Doce. “Depois de três anos juntos, começamos a escrever as primeiras canções. Criamos um repertório, o nome da banda, gravamos um EP em 2013, e em 2014 convidamos os outros músicos para tocar com a gente.

Embora um pouco mais árido e cru em termos sonoros, o EP Dos Namorados, mencionado pelo guitarrista, antecipou a estética dos dois discos cheios do grupo – além de apresentar a faixa “Fruta Elétrica”, presente no debute autointitulado de 2014. “A entrada dos meninos foi fundamental para existirmos como banda. O processo criativo coletivo é muito diferente: é mais rico, mais complexo.

Lançado o primeiro álbum, o quinteto goiano se fez ouvir. Após um ano e meio na estrada divulgando o disco de estreia, o Carne Doce ganhou muitos seguidores graças à vitalidade dos integrantes sobre o palco, tornando-se, dessa forma, um nome forte na cena independente nacional. O grupo inclusive recebeu o convite da Red Bull Station para gravar o segundo álbum da carreira no estúdio localizado na centenária Subestação Riachuelo, no centro da capital paulista, onde também foram registrados álbuns como A Mulher do Fim do Mundo (Elza Soares, 2015) e MM3 (Metá Metá, 2016). Intitulado Princesa, o sucessor de Carne Doce ficou em 10º na lista dos Melhores Discos Nacionais de 2016, da revista Rolling Stone Brasil.

Começamos a produzir o repertório [do disco Princesa] no final de 2015, quando surgiu o convite da Red Bull Studios São Paulo”, diz Aquino. “Tínhamos cinco meses para conceber e um mês para gravar e mixar. Apesar do tempo curto, deu tudo muito certo, porque estávamos muito bem amparados ali com Rodrigo Funai e Alejandra Luciani, técnico e técnica de estúdio. Foi muito profissional.

O trabalho será apresentado na íntegra no sábado, 24 de junho, no Sesc Belenzinho. Para saber os detalhes, clique aqui.

Para o futuro, o Carne Doce pretende alcançar mais pessoas, expandindo o leque de fãs. Uma das maneiras encontradas pelo grupo para ampliar o alcance do trabalho vem sendo por meio da interseção com outras linguagens artística, como o lançamento de videoclipes. “No universo da produção independente, nos encontramos com vários artistas não só da música, mas também das artes plásticas, da fotografia e do cinema”, declara o guitarrista. “Todos os nossos clipes surgiram do encontro com esses artistas. A Muto, que fez os clipes de ‘Artemísia’ e ‘Falo’, de São Paulo, ou a Dafuq, de Goiânia, que fez o clipe de ‘Sertão Urbano’, são produtoras independentes que, assim como a gente na música, buscam seus espaços no audiovisual.

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