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Caminhos da reportagem no século 21

Foto: Creative Commons
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Em uma época em que as redações jornalísticas estão cada vez menores, produzir reportagens com profundidade parece um desafio hercúleo. Mas quem disse que a vida de repórter algum dia foi fácil? “Quem produz conteúdo de fôlego precisa ter consciência que a área se desenvolveu com uma certa marginalidade no jornalismo”, lembra Leonencio Nossa, repórter especial na sucursal do jornal O Estado de S.Paulo em Brasília, autor dos livros Homens invisíveis (Editora Record), e Mata! (Companhia das Letras), e que já recebeu cerca de 40 prêmios e menções nacionais e internacionais por suas reportagens investigativas, políticas e de direitos humanos, incluindo o Prêmio Esso de Jornalismo e o Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Para ele, a falta de estrutura não pode levar o jornalista a abandonar uma história, é necessário adaptar o trabalho investigativo à rotina, seja dentro de uma redação ou de uma assessoria, por exemplo. “O jovem profissional deve se preparar para um mercado em que a apuração de uma grande história só ocorre em paralelo ao trabalho diário. É raro quem consegue se dedicar exclusivamente à grande reportagem. É preciso se organizar para apurar, ao longo de meses ou anos, um caso especial”, explica. 

O jornalista também não vê o campo multimídia como um entrave às reportagens, já que ele trouxe recursos novos, como a integração de fotos, vídeos, infográficos e textos, e a internet possibilitou que as matérias fossem publicadas sem limite de tamanho. Nos meios tradicionais e nos novos espaços da mídia, ainda há demanda para as reportagens, mas persistem obstáculos como a dificuldade de financiamento, a restrição editorial ou à liberdade de pensamento. “Pelo Brasil afora, o jornalismo exercido por profissionais de pequenos veículos ou que trabalham por conta própria ainda enfrenta as barreiras impostas pelo crime ou por grupos econômicos e políticos”, destaca.

Para discutir mais sobre o assunto, Leonencio Nossa é um dos convidados do Seminário Jornalismo: as novas configurações do Quarto Poder, que acontece entre os dias 15 e 17 de agosto no Sesc Vila Mariana. Ele falará sobre os caminhos da reportagem no século 21 acompanhado por Ricardo Kotscho, premiado jornalista da Folha de S.Paulo, Carol Pires, colaboradora do New York Times en Español, com a mediação de Luiza Karam, jornalista freelancer da revista Marie Claire, entre outros veículos.

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