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Pai não ajuda, pai participa

No Brasil, cerca de 20 milhões de mulheres criam os filhos sem ajuda ou participação dos pais. Na grande maioria dos lares, ainda cabe às mães a maior parte de todos os cuidados com a criança.

Ainda há a ideia de que as mães fazem melhor ou que simplesmente é obrigação delas ter mais responsabilidade com os filhos, seja quanto à oferta de carinho, seja quanto à educação, à logística diária ou à organização da casa.

De acordo com a Men Care – State of Worlds Fathers, iniciativa que visa promover o envolvimento de meninos e homens como cuidadores, a valorização da paternidade é uma proposta voltada para os direitos das crianças e adolescentes, para a equidade de gênero, para a saúde do homem e, acima de tudo, é uma política para o fortalecimento de vínculos e para a afetividade.

Realçar a influência do pai no desenvolvimento da criança, adolescente e jovem adulto no decorrer da vida, é fundamental, pois o vínculo entre cuidadores e crianças se torna mais forte e duradouro quando construído o mais cedo possível.

As reflexões e discussões sobre paternidade têm ficado mais forte nos últimos anos e já movimenta as redes sociais, mostrando o protagonismo dos pais e o seu desejo de expressar emoções, enfrentar o machismo, cuidar de forma plena de seus filhos, dividir as responsabilidades domésticas.

Todos desejamos um mundo melhor e mais humano, para isso precisamos de políticas que contribuam para uma sociedade baseada na generosidade e no cuidado. A valorização da paternidade é um bom caminho.


Cuidar de quem Cuida

Pensando na temática, o Sesc São Paulo trará atividades, encontros e rodas de conversa em diversas linguagens, com perspectivas provocativas e reflexivas sobre a paternidade hoje, o dia-a-dia dos pais, a quebra de tabus, a influência da mãe no protagonismo do pai, a presença ou ausência da figura paterna, o compartilhamento no cuidado com as(os) filhas(os), o envolvimento afetivo do homem e a diferença entre o ajudar e o participar.

O tema será abordado até o final do ano, em todas as unidades da capital, grande São Paulo, interior e litoral, e faz parte da açãoCuidar de Quem Cuida, que, por meio de diversas atividades, discute o universo do cuidar e dos cuidadores de crianças da Primeira Infância, com o objetivo de sensibilizar e inspirar a sociedade a partir de perspectivas sobre questões do universo da criança.

A programação começa em agosto, com Balaio de Pais - grupo que grava podcasts mensais sobre temas relacionados à paternidade. Eles se encontram no dia 18 no Sesc Itaquera e no dia 30 gravam um podcast com o público no Sesc Consolação.

Um ciclo de debates sobre Paternidade Contemporânea acontece no Centro de Pesquisa e Formação, de 6 a 20 de agosto. Já no dia 15, o estilista Alexandre Herchcovitch fala, no Sesc Avenida Paulista, sobre as dificuldades e alegrias de ser pai. E no interior, o Sesc São José dos Campos faz, no dia 18, um bate-papo com o psicólogo e psicoterapeuta Cristiano Vianna.

Clique aqui e veja a programação completa.

 

Você sabia?

... Faz bem para o pai
Os homens que usufruem de uma ligação afetiva com seus filhos tendem a cuidar mais da saúde física e mental e apresentar menores chances, por exemplo, de sofrer de doenças coronarianas ou experimentar quadros de depressão.

... Faz bem para a filha e para o filho
Inúmeras pesquisas apontam a paternidade como fundamental para as novas gerações. O pai é importante para o desenvolvimento intelectual e emocional durante todo o crescimento das crianças. Para as filhas e filhos, mães e pais são igualmente fundamentais.

... Faz bem para a mãe
O envolvimento equitativo do pai ou da figura paterna durante a gestação, nos cuidados com a criança e na divisão de tarefas domésticas, impacta, positivamente, na saúde materno-infantil, permitindo às mulheres, cuidados consigo mesma e autonomia para sua expressão e participação na sociedade.

... O Programa Pai Presente, do Conselho Nacional de Justiça, busca fomentar o registro civil de nascimento e estimula o reconhecimento da paternidade, ainda que tardios. A declaração de paternidade pode ser feita espontaneamente pelo pai ou solicitada por mãe e filho. Em ambos os casos, é preciso comparecer ao cartório de registro civil mais próximo do domicílio para dar início ao processo.


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