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25 anos incentivando descobertas

Em agosto de 1989 um grupo de instrutores incumbidos de se aproximar da população do entorno, apresentando uma proposta de educação complementar diferente e pioneira, percorreu a vizinhança do Sesc Taubaté. Assim foi formada a primeira turma do programa Curumim na unidade.

25 anos depois, o bairro mudou, a estrutura física da unidade passou por muitas transformações e diferentes formatos de trabalho com as crianças foram experimentados. De lá para cá, muitas sementes lançadas germinaram em histórias marcantes na vida dos curumins, dos pais e dos instrutores.

A
 instrutora Mirian Stael foi uma das integrantes da equipe que formou a primeira turma. Ela continua no Curumim até hoje e, segundo a educadora, fazer parte deste trabalho por tantos anos é uma experiência realizadora: “A filosofia de trabalho do Curumim é algo diferenciado, você sente que está trabalhando a educação global da criança”.

De fato a equipe multidisciplinar do Curumim está sempre propondo atividades que possam instigar as diferentes habilidades da criança. Também há espaço para o protagonismo, em dias nos quais os pequenos planejam atividades a serem desenvolvidas entre eles. “É muito bacana perceber que elas aprendem com o erro cometido nas atividades aplicadas e como eles repensam a forma de desenvolver na próxima vez. É bem enriquecedor”, contou Miriam.

Depois de tantos anos de trabalho contínuo, inúmeras são as histórias das mudanças positivas que frutificaram dos projetos desenvolvidos, das mais simples às mais transformadoras.  Uma delas é contada pela instrutora Márcia Gomes, que desde 2000 atua no programa. “Teve um caso de quando a gente começou a trabalhar a horta e a mãe de um menino veio falar que estava muito contente por que a gente conseguiu fazer o filho dela gostar de comer alface”. Das verduras para as frutas, o garoto que tinha uma vivência muito urbana, ao entrar em contato com a horta e colher o próprio alimento despertou o prazer de ter um alimentação mais variada.

Outra história, esta contada por Miriam, é a de um curumim muito agitado, que gostava de estar sempre correndo e dificilmente parava para fazer uma oficina. Um dia a instrutora convidou-o a experimentar as tintas e os pincéis, e o garoto se realizou na pintura. Anos mais tarde, Miriam o reencontrou vendendo quadros pintados por ele mesmo: “Eu estava num restaurante e ele chegou levando uma tela de presente para mim e me agradecendo, pois tinha descoberto a paixão pela pintura naquela experiência como curumim”, contou.

Também são muitas as histórias de pais que foram curumins e hoje têm seus filhos inscritos no programa. Um destes casos é o de Glaucia Pimentel, que quando criança participou do projeto por três anos e, muito tempo depois, acabou virando curumim novamente.

“Eu adorava as atividades e não faltava nunca. O Curumim foi muito importante na minha vida, era uma forma de ganhar mais conhecimento, ajudava também na parte pedagógica da escola, no respeito um com o outro e na convivência social”, contou. “Eu gostei tanto do Curumim que acabei trazendo a minha filha para participar”.

É aí que entra o retorno de Gláucia às atividades. Foi no programa de férias da unidade que ela decidiu trazer sua filha Bruna para o Sesc Taubaté. “A minha filha é especial e eu a inscrevi no projeto de férias para ela poder ter o convívio social com outras crianças”. Devido à dificuldade motora e de relacionamento de Bruna, Glaucia foi convidada a acompanhar a filha nas atividades e durante um ano ela viveu novamente a experiência de ser curumim.  “Foi muito bom, eu revivi muita coisa. Para ela está sendo tão importante quanto foi pra mim na época em que eu frequentava”. Depois deste ano de adaptação, Bruna já não precisa mais do acompanhamento da mãe e está completamente integrada ao grupo e ao programa. “Hoje ela ama o Curumim”.

Em uma relação muito próxima, e direcionada às necessidades identificadas nas crianças, o trabalho vem deixando suas marcas na comunidade. Nas palavras de Márcia, “o Curumim oferece um leque de oportunidade para as crianças e elas vão colhendo o que elas acham importante. Se ela não acolhe uma coisa ela vai acolher outra e a gente continua oferecendo. Assim vemos a evolução dessa criança em todos os aspectos”.

Quer conhecer melhor o programa Curumim? Clique aqui.

O Sesc Taubaté preparou uma atividade comemorativa em homenagem ao aniversário do programa. Saiba mais no link: http://bit.ly/Curumim25anos

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