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Expedição Transpatagônia

Guilherme Cavallari pedalou 6.000 km da Patagônia à Terra do Fogo
Guilherme Cavallari pedalou 6.000 km da Patagônia à Terra do Fogo

"Concluo que viver demanda uma dose constante de apreciação e pressa. Apreciação pelo momento e pela imensa oportunidade que é estar vivo. Pressa porque nosso tempo é limitado. Devemos aproveitá-lo da forma mais harmoniosa e consciente possível", Guilherme Cavallari, no vídeo-documentário Transpatagônia.

 

A travessia de 6 mil km de bicicleta, da Patagônia à Terra do Fogo, realizada pelo ciclista Guilherme Cavallari é o tema de setembro do Tabelando, projeto do Sesc Santo Amaro que visa fomentar o saber e incentivar a produção e as práticas esportivas. O bate-papo, com entrada gratuita, acontece no dia 24/9, a partir das 19h30.

A expedição solitária, que aconteceu de outubro de 2012 a março de 2013, foi narrada no livro Transpatagônia – Pumas não comem ciclistas, da Kalapalo Editora, e pelo filme-documentário Transpatagônia, dirigido por Cauê Steinberg, da Fabula Filmes. “Levei dois anos redigindo o exemplar. Li mais de 60 livros antes de publicá-lo”, relembra o ciclista.

O encontro com os pumas da Patagônia foi um dos pontos altos da viagem. “Os pumas estão no topo da cadeia, ameaçados pelo homem. Eu fui em busca deles, de seu habitat. Avistá-los teve uma importância simbólica, um dos fatores que me motivaram a realizar essa expedição”, explica Cavallari.

Pés na estrada

O apreço pela aventura fez parte da vida de Cavallari desde a infância, época em que participava de acampamentos de férias e devorava as obras do escritor francês, Júlio Verne.  A possibilidade de contato com a natureza selvagem motivou o ciclista a organizar a expedição. “No mundo urbano, temos uma vida artificial, cheia de aparatos que nos distanciam da realidade. Eu quis me livrar dessa programação. Abrir mão do conforto para sentir o vento, a chuva, como nossos antepassados faziam”, ressalta o ciclista. Cavallari visitou a Patagônia oito vezes antes da travessia. “Conheço esse território mais do que muitos chilenos e argentinos.” As viagens e o estudo à distância permitiram a criação do projeto desenvolvido pelo ciclista.

Os aparatos tecnológicos foram aliados durante a viagem, os dispositivos de GPS digitais foram companheiros inseparáveis durante o trajeto. O contato com a esposa Adriana, sócia na editora e na vida, como ele mesmo define, deu-se via web, sempre que se deparava com pequenas cidades com sinal de internet.

O preparo físico para fazer o percurso também surpreende quem conhece o feito de Cavallari. Para o ciclista, a resposta está nos anos em que jogou handball e rugby.  “Na viagem, pedalei, caminhei, conheci novas pessoas, visitei velhos amigos e escritores da região”, afirma.

A experiência resultou em um novo olhar sob a vida e sua rotina. O que motivou o ciclista a deixar a capital paulista e se mudar para uma fazenda em Gonçalves (MG), onde mantém a editora Kalapalo e oferece cursos de técnicas de Moutain Bike e Trekking. “Levo as pessoas para a Mantiqueira e Patagônia. Também conheço bem a Serra e Canyons catarinenses”, finaliza.

Veja o trailer do filme Transpatagônia e as imagens da travessia de Guilherme:

o que: Bate-Papo com Guilherme Cavallari, Guto Zorovich e Cauê Steinberg
quando:

24 de setembro, às 19h30

onde:

Sesc Santo Amaro | Rua Amador Bueno, 505 | 11 5541-4000

ingressos:

Grátis.

 

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