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Saúde sexual para viver bem

O corpo é o meio por onde experimentamos o mundo e vê-lo com naturalidade, em todas as suas funções e necessidades, é fundamental para que as formas como exercemos esta relação sejam positivas, prazerosas, responsáveis e saudáveis.

O projeto Contato acontece de 26/11 a 5/12 nas unidades do Sesc, com o intuito de promover a saúde sexual e a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, entre elas o HIV/Aids. As atividades buscam proporcionar conversas que incentivem autocuidado e o cuidado mútuo.

Ter saúde sexual significa mais do que estar livre de doenças. É preciso que a vida sexual seja agradável e segura, colaborando para um estado completo de bem estar físico, mental e social.

 

Um novo Contato

O projeto foi inspirado em uma ação de mesmo nome realizada pelo Sesc São Paulo em 1995. Na época, a proposta era abordar especificamente o HIV e a Aids como um desafio coletivo, trazendo um olhar humanitário para a questão. Utilizando principalmente as artes plásticas como linguagem, buscava-se transmitir mensagens de sensibilização para a prevenção e para a necessidade romper preconceitos associados ao vírus.

23 anos depois, a instituição inspira-se nesta abordagem para trazer leituras ampliadas e atuais sobre o tema, tratando a saúde sexual de forma abrangente e trazendo ao debate temas que habitam o campo da sexualidade hoje, como as questões de gênero, que moldam a forma como compreendemos e vivenciamos o sexo, a diversidade e os obstáculos sociais que alguns grupos enfrentam para exercer sua sexualidade de forma plena.

Para o médico sanitarista Carué Contreiras, a forma problemática como lidamos com o sexo faz mal à saúde, não só no que diz respeito às atitudes pessoais: “O tabu compromete tanto o nosso prazer quanto o cuidado com o nosso corpo. Mais além: afeta a habilidade dos profissionais de saúde de cuidarem das pessoas”, comenta o médico, que também é ativista LGBT e em HIV.

“O conhecimento médico é limitado no tema porque sua construção não é tão objetiva como aparenta ser. Por ser produzido por gente como a gente, não escapa à moral que define como modelo o sexo potencialmente reprodutivo. Nem foge às crenças de que alguns grupos têm mais valor que outros”, completa.

Neste contexto, as atividades do projeto trazem abordagens poéticas, reflexivas e questionadoras, buscando contribuir para a construção de ambientes em que as sexualidades não sejam alvo de preconceitos e para que este cenário mais acolhedor possibilite que as atitudes de prevenção das possíveis infecções se tornem hábitos.

Veja a programação completa em sescsp.org.br/contato

 

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