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A arte de performar poesia: oito slams para você conhecer em São Paulo

Sarau das Minas | Foto: Renata Armelin
Sarau das Minas | Foto: Renata Armelin

No dia 30 de outubro, terça, o Sesc Avenida Paulista recebe a musicista e poeta americana Moor Mother e os brasileiros Mel Duarte (poeta e slammer), Rodrigo Brandão (MC e produtor cultural) e Rodrigo Carneiro (músico e escritor), para um Spoken Word, evento que reúne poesia, música e performance.

O Verbo que Voa é um projeto de arte literária aos moldes de um sarau ou slam, que reúne artistas de diversos segmentos para expor por meio da palavra falada suas opiniões, ideias, sentimentos, descontentamentos e reinvindicações, trazendo influências do hip hop.

As apresentações, curtas e densas, reforçam a estrutura do Spoken Word, termo ligado à Geração Beat – movimento liderado por escritores e poetas norte-americanos no final da década de 1950 -, que remete à palavra falada ou declamada, numa alusão à oralidade perdida para os livros físicos. A união do “spoken word” com o hip hop teve seu “boom” nos EUA, na década de 1990, e a estrutura de “batalha de versos” ganhou o mundo, se firmando em boa parte da Europa e chegando ao Brasil nos últimos anos. 
Sobre a atual cena dos slams e dos eventos de poesia e música, Rodrigo Brandão declara:

Num momento urgente como esse, as formas de expressão artística que trabalham com a mensagem de forma mais direta ganham força. Assim, além do rap, que na verdade já tem toda uma linhagem histórica, o estilo que vem se expandindo é o spoken word. Em todas as suas variantes, do slam ao contexto musical de fato, a arte de performar poesia está passando por seu momento mais pulsante na cidade até hoje. Porque as pessoas precisam de vozes. De visões poéticas q ajudem a lidar com o peso na atmosfera. Quando as emoções estão à flor da pele nesse grau, quem verbaliza a verdade ao vivo tá enviando todo tipo de antídoto.

Para te deixar ainda mais por dentro do universo da poesia falada, a EOnline pediu para Mel Duarte listar oito slams que acontecem em São Paulo. Confira!

1 - SLAM DAS MINAS SP (ITINERANTE)

O Slam das Minas -SP nasceu em Março de 2016 no mês da Mulher, para criar um espaço de voz e acolhimento para as minas, monas e manas além de garantir uma vaga feminina para o Slam BR.

2 - SLAM DO 13 (SANTO AMARO/ ZONA SUL)

Batalha de poesia falada que acontece a cada última segunda-feira do mês, dentro do terminal Santo Amaro.

3 - SLAM DA NORTE (FREGUESIA DO Ó/ZONA NORTE)

O Slam da Norte surgiu com o intuito de trazer para o zona norte, morada de inúmeros poetas, esse movimento slammer que já existe em outras regiões.

4 - ZAP! SLAM (ITINERANTE)

ZAP! Zona Autônoma da Palavra, é o primeiro "slam de poesias" brasileiro, idealizado por Roberta Estrela D'Alva e realizado pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. No ano de 2018 comemoramos 10 anos de ZAP! assim como a chegada do slam ao Brasil.

5 - MENOR SLAM DO MUNDO (ITINERANTE)

O menor slam do mundo é uma batalha com poesias de até 10s. na mesma noite ocorre o minimenor slam do mundo, com poemas de até 3s e o nano slam com até 1s.

6 - SLAM DA PONTA (ITAQUERA/ ZONA LESTE)

O Slam da Ponta é uma batalha de poesias que acontece toda primeira sexta-feira do mês no Reação Arte e Cultura, Zona Leste de São Paulo.


7 - SLAM MARGINÁLIA (SÃO BENTO/CENTRO)

Slam Marginália é o pajubá tomando de assalto as batalhas de poesia, corpos trans, travestis, não-bináries e todas as identidades dissidentes.

8 - SLAM DA GUILHERMINA (GUILHERMINA ESPERANÇA/ ZL)

Slam da Guilhermina é uma batalha de poesias que acontece toda última sexta feira de cada mês ao lado do Metrô Guilhermina-Esperança, do lado esquerdo ao sair da catraca.

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