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Seminário de Esportes Inclusivos discute participação e cidadania de pessoas com deficiência

Os participantes podem experimentar vivências, workshops, cursos e esportes | Foto: Bruna Quevedo
Os participantes podem experimentar vivências, workshops, cursos e esportes | Foto: Bruna Quevedo

Promovido pelo Sesc Thermas de Presidente Prudente com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, da Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Seminário de Esportes Inclusivos, Participativos e de Lazer chega a sua quinta edição, promovendo o aprimoramento do educador físico para a criação e execução de atividades que contribuam para a inclusão das pessoas com deficiência no esporte.

O grande objetivo é promover discussões e reflexões sobre o esporte para pessoas com deficiência. Nós vemos o seminário como uma grande oportunidade de fornecer para estudantes e profissionais da área subsídios teóricos e práticos para o trabalho com este público, que é cada vez mais participativo nos esportes de competição e recreação”, salienta o monitor de esportes do Sesc Daniel Yonashiro.

Desde sua criação, em 2012, o Seminário só cresceu, tanto em importância, quanto em relação à sua programação, como relembra Daniel. “A partir de 2014, o Seminário passou a ser bianual, ganhando um destaque na programação institucional do Sesc São Paulo, pois a instituição considera fundamental e muito importante ter um evento deste porte, que trata de uma temática tão relevante”, comenta.

Até o fim do mês de outubro, os participantes têm acesso a uma série de oficinas, workshops, vivências, palestras, espetáculos, entre outras ações. Alguns destaques se dão logo no primeiro dia. A velocista e tetracampeã paralímpica Ádria Santos bate um papo com o público, logo após a cerimônia de abertura, às 19h30 - que terá como mestre de cerimônia Clodoaldo Silva, também conhecido como Tubarão das Piscinas pela quantidade de medalhas que coleciona na carreira.

Ádria Santos perdeu a visão aos poucos, até ficar completamente cega, em 1994. Nesta época, já tinha participado de duas edições dos Jogos Paralímpicos (Seul, em 1988, e Barcelona, em 1992), conquistando uma medalha de ouro e duas de prata. Ádria encerrou a carreira com um total de 13 medalhas em Jogos Paralímpicos e até hoje mantém seu nome na história do esporte paraolímpico como a maior medalhista feminina da história.

Clodoaldo Francisco da Silva Correa nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 1979. Por conta de uma falta de oxigenação durante o parto, teve paralisia cerebral, o que afetou seus membros inferiores. Depois de passar por diversas cirurgias nas pernas, aos 16 anos começou a praticar natação como sugestão do fisioterapeuta. Com apenas dois anos de piscina, participou do seu primeiro Campeonato Brasileiro, conquistando três medalhas de ouro.
Depois, foram cada vez mais conquistas. Nos cinco Jogos Paralímpicos que disputou, conquistou 13 medalhas. Foram três de prata e uma de bronze em Sydney (2000), depois seis de ouro e uma de prata em Atenas (2004), um bronze em Pequim (2008) e uma prata no Rio (2016). Em três participações em Jogos Parapan-Americanos, levou cinco medalhas em 2003 (Mar del Plata), oito em 2007 (Rio de Janeiro) e seis em 2011 (Guadalajara). Nos três Campeonatos Mundiais que disputou, totaliza nove medalhas.

É da primeira Paralimpíada que tenho as melhores lembranças, dentre as cinco que disputei. Estava conhecendo aquele mundo, não havia pressão por resultados. Curti muito a vila, a cidade e os Jogos. E ainda levei quatro medalhas para casa”, relembra Clodoaldo.

Além disso, a cerimônia de abertura ainda conta com o Espetáculo Conexões, com a Cia. Circodança, que conta a história de um escritor que só consegue escrever uma carta de poesias quando é inspirado pela música que aciona suas memórias. Dez artistas dividem o palco igualmente com suas diversidades e eficiências.

Programação

Dentre as oficinas do Seminário de Esportes Inclusivos, a de Dança e Circo Inclusivos, no dia 25, ensina elementos da arte circense e da dança, adaptando movimentos para o universo de possibilidades para pessoas com e sem deficiência. Um dos vários workshops, o Treinamento Funcional para Pessoas com Deficiência, também no dia 25, promove um minicurso teórico e prático que prevê ações em busca de ampliar o repertório técnico para o trabalho com pessoas com deficiência em academias e outros espaços de atividades físicas.

Já o minicurso Jogos e Brincadeiras Através da Tecnologia Assistiva mostra as diversas possibilidades que a tecnologia assistiva oferece para ampliar o leque de habilidades funcionais para pessoas com deficiência.

Ainda há oficinas de Paracanoagem, Basquete sobre Rodas 3x3, Vôlei Sentado, torneio de futsal para surdos, uma palestra que esclarece como é feita a classificação dos níveis de deficiência para manter o equilíbrio dos competidores paralímpicos, e muito mais.

Serviço

O Seminário de Esportes Inclusivos, Participativos e de Lazer ocorre de 24 a 27 de outubro e está com as inscrições abertas. Estudantes e profissionais da área esportiva podem garantir sua vaga por meio do portal sescsp.org.br/prudente.
As matrículas custam R$ 12 (para comerciários com Credencial Plena), R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira), porém, também há atividades gratuitas. No ato da inscrição, o interessado deve selecionar as atividades das quais deseja participar, entre inúmeras oferecidas.

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