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A xilogravura e a cidade

As raízes da técnica da gravação de imagens em madeira – para posterior aplicação em outros suportes – remontam aos primórdios da humanidade. "O gesto fundamental que [a xilogravura] exige – você cavar uma superfície – é realmente um dos primeiros gestos humanos de que a gente tem notícia", explica Claudio Mubarac, artista e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

No século XV, na Europa, se estabelecem as práticas modernas da xilogravura e da gravura em metal – e as bases do pensamento sobre os "desenhos estampados". Mas é somente com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, que as atividades gráficas por aqui deixam de ser completamente clandestinas. As restrições impostas pela coroa portuguesa retardariam o desenvolvimento inicial da atividade no país.

Para a primeira exposição de artes visuais do Sesc Guarulhos, Mubarac realizou um recorte da produção de xilogravura em São Paulo, a partir dos trabalhos de mais de trinta artistas e coletivos que embarcaram na "aventura gráfica" desde os anos 90 e ainda estão na ativa.

Cláudio Caropreso | Sem título, 2014 | Xilogravura de matriz perdida

 

Márcio Elias | Urucum, 2018 | Xilogravura a cores


A exposição Xilo: Corpo e Paisagem está aberta ao público, no espaço de exposições do Sesc Guarulhos até 15 de setembro.

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