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Povo fala: o que é direito à cidade?

Índios da aldeia Karajá, de Tocantins, observam o movimento da rua 24 de maio no centro paulistano.
Índios da aldeia Karajá, de Tocantins, observam o movimento da rua 24 de maio no centro paulistano.

Por Kauanne Santos, Vitória Soares e Carla Andrade, da Agência Jovem de Notícias São Paulo.

O Sesc 24 de maio inaugurou no dia 19 de agosto, e já desperta diferentes impressões de quem vê a estrutura de 13 andares da unidade, que nos anos 40 abrigava a tradicional loja de departamentos de São Paulo, Mesbla.

Situado na rua 24 de maio, no centro da cidade de São Paulo, o espaço está aberto ao público e conta com uma programação diversa, novidade para a região central. Assim, a nova unidade tem como objetivo promover a cidadania a partir da cultura e da relação com o espaço urbano.

É um Projeto muito bonito, pois é uma unidade que quer fazer a diferença. Além de colocar as pessoas para refletir, é buscar a cidadania das pessoas desta comunidade, é dar mais qualidade de vida, e torná-las mais cidadãs, que respeitem a diversidade, independente do lugar da onde vêm. Todo mundo é sempre bem-vindo, sem restrições”, comenta Selma do Santos, Agente de atendimento do Sesc 24 de Maio.

A unidade também tem um olhar sensitivo e amplo para as políticas públicas, dialogando com o espaço que ocupa "As pessoas que estão em situação de rua, o pessoal da ocupação, também fizemos uma palestra com esses movimentos. Queremos também estar perto dos imigrantes e refugiados, pois o setor público não olha para essas pessoas”, conta Selma.

Nota-se que a programação da inauguração do espaço promove o debate sobre o direito à cidade e sobre a reapropriação do espaço público urbano pelas pessoas que neles circulam.

Por isso, a Agência Jovem de Notícias foi pra rua ouvir da população o que entendem por "direito à cidade". Quais são os sentimentos, opiniões e impressões despertas?

E aí, o que é direito à cidade para você?

Eu entendo que o direito à cidade é a livre circulação e a ocupação dos espaços públicos da cidade e que isso deve ser ada vez mais desenvolvido
Raquel, agente de atendimento do Sesc.

É poder usufruir dos espaços tranquilamente, ter acessibilidade, segurança. Pensar que a cidade é lugar que nós podemos ter várias coisas diferentes, tanto a parte mais urbana, quanto a parte mais verde”.
Juliana, atriz e arte-educadora.

É uma reivindicação que as pessoas têm tomar a cidade. O espaço da cidade nunca foi livre e a gente tá nesse processo de lutar por ele. O direito à cidade é o direito à liberdade, democracia, igualdade”.
Marcos Thomas, arquiteto e fotógrafo.

O que eu entendo por direito à cidade é que todos estejam imersos em um ambiente que consigam evoluir individual e coletivamente”.
Fernanda, designer.

Para mim é compartilhar o uso dos espaços públicos, respeitar a cidade e o direito do outro”.
Cristina, analista de sistema.

Direito à cidade é cada um ter o direito de fazer o que quer nela”.
Pedro, 12 anos, estudante.

Este texto é resultado da cobertura educomunicativa da inauguração do Sesc 24 de Maio, realizada por adolescentes e jovens do projeto Agência Jovem de Notícias e da Viração Educomunicação, em parceria com o Sesc São Paulo.
 

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