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Descobrindo os novos horizontes da leitura

Os mediadores Charles e Guilherme na biblioteca do Sesc Birigui.
Os mediadores Charles e Guilherme na biblioteca do Sesc Birigui.

A leitura transporta quem lê para um mundo desconhecido, com uma infinidade de aventuras e mistérios. Alguns personagens seguem caminhos amargos, cheios de espinhos. Já outros, estradas açucaradas de alegrias. E todas essas histórias estão abrigadas em um local de reflexão e conhecimento: a biblioteca.   

Escolher um livro nem sempre é uma tarefa fácil. Qual obra é ideal para esse momento que estou vivendo? Qual livro tem personagens com características parecidas com as minhas? Será que vou gostar de ler um gênero diferente do que estou habituado?

Para auxiliar os frequentadores do espaço na escolha dos títulos e estimular a reflexão a respeito de diversos temas, surgiu o Leituras em Série: conte comigo!, mediação de leitura que nasceu no Sesc Birigui. Os mediadores Guilherme Ferreira e Charles França uniram forças e repertórios distintos para esclarecer dúvidas e apresentar novos horizontes literários ao público.

“No começo, era para ser um encontro. Mas como as pessoas chegam a biblioteca a todo o momento, nós resolvemos adaptar. Quando tem um grupo maior no espaço, a gente se reúne e faz um bate-papo. Quando não, a mediação acontece individualmente”, afirma Guilherme.

Guilherme e Charles se preparando para mais um Leituras em Série.

A dinâmica gira em torno de uma conversa entre os mediadores e o público. Durante esse diálogo, alguns questionamentos são feitos. Dentre eles: qual foi a última leitura concluída, o motivo da escolha daquela obra, qual gênero gosta mais, quais são as expectativas com aquela leitura, entre outras. A partir das respostas, eles conseguem ter uma ideia do que aquela pessoa gostaria de ler, e assim surgem as indicações.

Charles conta que, durante uma das mediações, conheceu uma garota que procurava por um livro sobre psicopatia. Até então pensava que ela era mais velha, mas na conversa descobriu que tinha apenas 14 anos, e que lia sobre temas ligados a esse universo por vivenciar problemas familiares relacionados à realidade.

“Na mediação, eu indiquei para ela três obras do universo infanto-juvenil, e consegui mudar seu caminho de leitura. Ao final da conversa, ela me disse que nunca tinha tido contato com esses tipos de obras por nunca ter se interessado pelo gênero”.

Porém, a orientação feita na mediação não visa apenas encontrar títulos que sejam indicados para a faixa etária do leitor ou gêneros que ele goste. Segundo os mediadores, a dinâmica vai além – o foco é apresentar discussões literárias que estejam presentes em obras que o público em geral não conheça. Assim, o conhecimento literário e de mundo se expande.

Para facilitar o contato entre os mediadores e o público e ampliar as possibilidades de acesso a conteúdos paralelos ao encontro, Guilherme e Charles desenvolveram um aplicativo. Nele, é possível ter informações detalhadas a respeito da mediação, as indicações quinzenais, resenhas e fotos do espaço. Também dá até para conversar com os meninos pelo app, caso alguém precise tirar alguma dúvida. Para baixar é fácil, basta clicar aqui.

O projeto também trabalha para mudar como a biblioteca é vista enquanto espaço. A intenção é aproximar as pessoas, criar um laço entre o local e a paixão pela leitura e escrita.

“Em outras bibliotecas que eu já fui, existem várias placas alertando os visitantes a falarem baixo. E aqui não, justamente por conta dessa proposta diferente. Funciona como um laboratório literário”, ressalta Charles.

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