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Nublu 2019: ensaio e entrevista com Tony Allen e Thiago França

9a Edição do Festival começa hoje no Sesc Pompeia e São José dos Campos
9a Edição do Festival começa hoje no Sesc Pompeia e São José dos Campos

É hoje! Chega às unidades do Sesc Pompeia e São José dos Campos a 9ª edição do Nublu Jazz Festival, que contará com diversos artistas renomados no cenário mundial da música. Com o jazz tradicional em seu DNA, o Festival irá promover um intercâmbio musical, misturando diferentes personalidades, ritmos e histórias sobre um mesmo palco.

Neste link, você confere a programação completa do Festival, que está com ingressos esgotados no Sesc Pompeia, mas disponíveis em São José dos Campos.

Um exemplo desse encontro entre artistas com nacionalidades diferentes é o show conjunto do baterista nigeriano Tony Allen, pai do afrobeat, e o saxofonista brasileiro Thiago França, linha de frente do grupo Metá Metá. Pela primeira vez, a dupla divide o palco em uma experiência de improviso livre. O duo se apresenta no Sesc Pompeia na sexta-feira, dia 22 de março.

Está curioso para conhecer mais sobre essa experiência? Conversamos com Thiago França, que nos deu uma “palinha”. Dá uma olhada.

O que vocês estão preparando para este show no Sesc Pompeia?

Vai ser um show bastante calcado no improviso. Nós dois gostamos de tocar solto, sem muita estrutura definida, vamos partir disso com algumas ideias apenas como norte, nada muito definido. E como é um duo, apenas sax e bateria, vão poder apreciar cada detalhe dos instrumentos.

Como é tocar com um dos pais do afrobeat?

Em primeiro lugar, é uma honra. O Tony inventou uma parada, do jeito dele de tocar nasceu um gênero musical. Isso, pra mim, é a coisa mais especial, mais relevante que um artista pode fazer. Ele é um cara muito generoso, fala muito sobre música, das histórias mas também da parte técnica, como ele pensa certas coisas, explica tudo sem deixar mistério. É também um desafio, uma baita responsa!

Como a música brasileira se aproxima desse ritmo?

A Nigéria tem tudo a ver com a Bahia, né? A bateria do Tony é super percussiva, é "terra", dialoga com os blocos afro. Mesmo quando o assunto das letras fala de coisas diferentes, tem uma ancestralidade forte na música.

Existe alguma influência do afrobeat em sua música? Pode nos explicar?

Ele me contou uma vez como criou a batida do afrobeat a partir do Highlife, ritmo de Gana, que é bastante "reto", e como ele foi deslocando os acentos até chegar onde chegou. Eu me identifico muito com isso, de pegar ideias mais clichês e ir retorcendo até chegar em outra coisa menos óbvia, mais interessante. Esse processo criativo de desconstruir o que já está na mão, do que tá fácil, é basicamente o que a gente faz no Metá Metá e projetos satélites.


Confira um vídeo do ensaio de Tony Allen e Thiago França, que rolou ontem:

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